Polícia encerra inquéritos e conclui que não há relação entre mortes de mulheres trans em Santa Maria (RS) e nem indícios de transfobia Resposta

Foto: Renan Mattos (Diário)

A Polícia Civil encerrou a investigação sobre os homicídios de duas mulheres trans em Santa Maria, concluindo que não há relação entre os dois casos nem indícios de que tenham sido motivados por transfobia. Três homens foram presos preventivamente e indiciados pelos crimes, ambos ocorridos em 7 de setembro. A Polícia Civil não divulgou a identidade dos presos.

Conforme o delegado regional Sandro Meinerz, Caroline Dias, de 27 anos, foi morta durante uma tentativa de estupro. A morte de Nemer da Silva Rodrigues, 37 anos, por sua vez, teria como pano de fundo uma discussão pelo empréstimo de um capacete.

No dia 13, a Polícia Civil prendeu preventivamente dois suspeitos de matarem Nemer. A dupla tinha antecedentes por posse de drogas, e, conforme a investigação, teriam armado uma emboscada como forma de vingança. Um deles pegou emprestado o capacete de Nemer, e ela estaria cobrando o objeto de volta.

No dia seguinte, foi preso o terceiro suspeito, que confessou ter matado Caroline Dias. Ele estava preso desde abril deste ano e havia sido solto no dia 6 de setembro, horas antes do crime.

Agora, os inquéritos serão remetidos à Justiça.

Trans de 15 anos é assassinada em Itaquaquecetuba (SP) Resposta

Foto: Facebook/Reprodução

Uma trans de 15 anos foi encontrada morta em um terreno na cidade de Itaquaquecetuba, em São Paulo. O corpo de Médely Razard foi achado nu e amordaçado, com uma bermuda na cabeça e sinais de abuso. A adolescente sumiu na noite da quinta-feira (20), após sair da casa do irmão, a cinco minutos da própria residência. O corpo foi encontrado um dia depois.

Por volta das 21h da quinta, Médely mandou uma mensagem para a mãe avisando que já estava indo para casa. Ao sair do apartamento do irmão, ela teria dito que iria ver uma amiga antes de retornar para a residência. Os pais da vítima se deram conta do sumiço na manhã do dia seguinte, quando a cunhada dela foi até a casa da família perguntando pela adolescente.

O corpo de Médely foi encontrado por um segurança. Ao lado do corpo, estava o celular dela, o que facilitou a identificação da vítima. Em volta do pescoço da vítima havia um cordão enrolado, que a polícia acredita que tenha sido o objeto utilizado para matá-la. O corpo também tinha dentes quebrados, ferimentos nos braços e pernas e outras marcas de agressão. Nenhum objeto foi levado.

A polícia ainda procura os autores do crime, mas uma das hipóteses é a de que o assassinato tenha relação com homofobia.

Brasileira trans é morta com 15 facadas na Espanha Resposta

Uma brasileira transexual de 38 anos foi encontrada morta em um apartamento usado como casa de prostituição na Espanha no último sábado. Em seu corpo havia pelo menos 15 perfurações por arma branca, segundo a Polícia Nacional espanhola. A hipótese levantada pelos investigadores recai sobre os homens que frequentavam o local.

A vítima foi encontrada por volta das 16h (horário local) por uma diarista, que acionou a delegacia de Avilés. De acordo com a perícia, o crime deve ter ocorrido num período de até 24 horas antes, informou o jornal espanhol “El Comercio”. Os ferimentos estavam na região do peito e das costas.

Testemunhas contaram que a mulher não morava naquele apartamento, que era usado apenas para seu trabalho na prostituição.

“Todos sabíamos que o que acontecia ali, mas era relativamente discreto. Que eu saiba, nunca houve confusão, e muito menos ouvimos barulhos ou discussões que nos chamassem a atenção”, disse um vizinho.

As investigações seguem em andamento. Não há ainda informações sobre suspeitos ou motivação do crime. A identidade da vítima foi preservada.

A comunidade LGBTQ+ da região convoca nas redes sociais um protesto em repúdio ao crime às 20h (15h no horário de Brasília) desta segunda-feira, em frente ao prédio Gota de Leche, em Gijón, no Principado de Astúrias.

Em uma publicação, ressaltam a necessidade da aprovação de uma lei que ampare os indivíduos trans “para que essas situações de vulnerabilidade que matam sejam evitadas”. 

Jairo Bouer: “Pai pode proteger filhx LGBT de efeitos nocivos da discriminação” Resposta

Crédito: Fotolia

Gays, lésbicas e bissexuais que já sofreram discriminação, mas têm o apoio paterno, têm níveis mais baixos de um marcador inflamatório que está ligado a doenças cardiovasculares. A descoberta, feita por cientistas norte-americanos, revela como a presença do pai pode ter efeito protetor sobre o estresse enfrentado pelas minorias sexuais.

O trabalho, publicado no periódico Psychoneuroendocrinology, foi feito por uma equipe da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York.

Os cientistas encontraram uma forte associação entre episódios de discriminação e níveis mais altos de proteína C reativa, um marcador associado a risco mais alto de infartos e derrames. Isso mostra como o preconceito pode levar a população LGBTQIA a ter uma condição pior de saúde.

Mas eles perceberam que os indivíduos que tinham o apoio dos pais apresentavam níveis mais baixos que aqueles que não tinham esse privilégio. Curiosamente, as mães não exerceram esse tipo de papel protetor.

A equipe utilizou dados de um grande estudo com adultos de 24 a 33 anos, que tinham passado por exames médicos e respondido questões sobre relacionamento com os pais e discriminação. Os pesquisadores se concentraram em 3.167 que relataram se dar bem com os pais e 3.575 que se davam melhor com as mães.

Para os autores, os resultados sugerem que as pessoas têm negligenciado o papel dos pais no bem-estar de minorias sexuais. De qualquer forma, eles ressaltam que o apoio social é fundamental para essa população, qualquer que seja a fonte.

Jairo Bouer

Fonte: Blog do Jairo Bouer

Justiça marca para outubro interrogatório de acusado de matar transexual a paulada em SP Resposta

Jonatas Araújo dos Santos

A Justiça marcou para 17 de outubro a audiência para interrogar o motorista de aplicativo preso sob a acusação de matar a pauladas uma transexual em maio deste ano na Zona Sul de São Paulo. A decisão é deste mês. 

Jonatas Araújo dos Santos, de 25 anos, está detido preventivamente acusado do assassinato de Larissa Rodrigues da Silva, de 21. O crime foi cometido em 4 de maio na Alameda dos Tacaúnas com a Avenida Indianópolis, no bairro da Saúde, área nobre da capital. 

O réu alega que agiu em legítima defesa, mas está preso por feminicídio, que é uma qualificadora do homicídio. O feminicídio é o crime cometido contra a vítima pelo fato dela ser ou se identificar com o sexo feminino. 

A audiência de instrução precede um eventual julgamento. Nessa etapa serão ouvidos os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, bem como ocorrerá o interrogatório do acusado. 

A Justiça também ouvirá o Ministério Público (MP), responsável por acusar Jonatas, além dos advogados de defesa do réu. 

A audiência está marcada para começar às 15h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. O juiz Luís Filipe Vizotto Gomes, da 1ª Vara do Júri, irá conduzir essa etapa do processo para depois decidir se levará o motorista a júri popular pelo crime.

Larissa Rodrigues da Silva

O crime

De acordo com a Promotoria, o crime foi cometido na noite 4 de maio, quando Larissa e uma amiga transexual faziam programa na rua. 

Segundo o MP, Jonatas parou o carro para fazer programa com Larissa, mas ela recusou ao notar o comportamento violento dele. 

Em seguida, pela denúncia, o motorista de aplicativo teria voltado e tentado atropelar as duas transexuais. Depois, Jonatas voltou armado com um pedaço de madeira com cerca de um metro e agrediu Larissa. 

“Caminhando sorrateiro, o denunciado novamente se aproximou da ofendida e de sua amiga e, sem nada dizer, começou a desferir golpes na cabeça da vítima”, escreveu o promotor de Justiça Romeu Galiano Zanelli Junior na acusação.

O que diz a defesa

Jonatas fugiu após o crime. Ele se apresentou à Polícia Civil na noite de 6 de maio, dois dias após o crime. Aos policiais, alegou que agiu em legítima defesa, versão sustentada nesta semana pelo advogado dele, Celso Regis Francisco. 

“Meu cliente agiu em legítima defesa depois de ter sido roubado pela transexual”, falou o advogado Celso ao G1

O advogado ainda contou outra história para explicar a morte de Larissa. 

“Jonatas tinha parado o carro, que estava identificado com um adesivo de aplicativo de celular, porque ela queria uma corrida”, falou Celso. “Como estava sem dinheiro, a transexual ofereceu pagar a corrida com um programa sexual, mas meu cliente recusou e a deixou de volta onde havia pegado”. 

Mas ao ir embora, de acordo com o advogado, Jonatas notou que R$ 200 tinham sumido da carteira dele que estava no console do automóvel. 

Então, de acordo com Celso, o motorista resolveu voltar para tentar reaver o dinheiro. “Ele não quis atropelar as transexuais. Ficou com medo da reação delas de quebrarem o carro e saiu. Depois pegou um pedaço de pau no meio do caminho para se defender. Elas deveriam estar com canivete. Em nenhum momento a intenção dele foi matar.”

Nany People diz que já sofreu preconceito dos gays Resposta

Nany People é a química transexual Marcos Paulo de “O Sétimo Guardião” (Foto: Marcos Guimarães)

Nany People começou a despertar os olhares curiosos do público quando ainda trabalhava como drag queen nas casas noturnas de São Paulo e pelo país. Só na capital paulista, ela foi hostess por mais de 20 anos em uma tradicional boate LGBT e ganhou renome nacional depois que foi convidada para se sentar no sofá de Hebe Camargo por causa de uma entrevista dada à Marie Claire de 1998.

Só que sua vida não foi apenas este mar de rosas. Natural de Machado, no interior de Minas Gerais, ela se mudou para a cidade vizinha Serrania, depois Poços de Caldas, onde sofreu com o preconceito desde a época da escola quando sua mãe, dona Yvone, foi chamada para uma reunião a fim de resolver o “problema” do filho que era “muito diferente”.

Minha diretora, dona Elvira, afirmou que eu tinha um problema. Muito sábia, minha mãe retrucou que não era um problema e sim a minha condição. Sempre tive uma aceitação materna e ser trans foi uma solução de vida. Eu quis fazer a cirurgia [de redesignação sexual] aos 26 anos, mas não o fiz a pedido de minha mãe e me assumi mulher aos 37 anos. Ela já me dizia ‘se você acha que vagina é a garantia que vai segurar o homem da sua vida ou seu sonho ideal, saiba que isso não segura ninguém e não garante que alguém seja feliz’. Ela era uma mulher muito a frente de seu tempo”, lembra com carinho de dona Yvone que morreu em 2004.

A atriz também conta que já sofreu com a não aceitação do público gay e foi impedida, por duas vezes, de estrelar seu programa de televisão por preconceito. Segundo ela, a notícia de que não estava mais no casting chegou às vésperas do trabalho começar.

“Sou uma pessoa com um temperamento forte que bate de frente e não leva desaforo para casa. Este é um preconceito velado que não tem como você se defender porque não sabe de onde vem. Na vida pessoal tive preconceito dos próprios gays quando me tornei uma pessoa transexual. Era uma drag queen muito conhecida e foi um Deus nos acuda porque diziam que eu não era mais drag. Acredite se quiser, mas sobrevivi fazendo telegrama animado para heterossexuais”, lamenta.

“Sobreviver a gente vai”

De acordo os dados do Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em 2017 foram assassinados 179 transexuais e travestis, a maior taxa já registrada nos últimos 10 anos, o que deixa o Brasil em primeiro lugar no ranking deste tipo de crime de ódio.

Nany se mostra preocupada com este número alarmante de pessoas que são mortas quase que diariamente apenas por serem quem são. Ela opina que este seja uma época terrorista e salienta que a homofobia tira mais vida no Brasil do que em guerras pelo mundo.

“A gente vive de teimosa. Só consigo lamentar porque é triste e tenebroso. É uma intolerância e desrespeito que existe pela vida de gays e transexuais no país. Não temos leis que punam e que fazem os autores pagarem por seus atos.”

Uma mulher superfamília, a atriz conta que nunca perdeu o vínculo com seus irmãos e mãe, mesmo quando partiu para a capital paulista na década de 1980.

“Tenho 53 anos, vivo sozinha em São Paulo desde os 20, nunca abandonei a minha família. Ajudei a criar e formar quatro sobrinhos como se fossem meus filhos. Família é a base tudo e sou muito ligada à minha. Já vi mais gays cuidarem de seus clãs do que os héteros”, brada.

Para finalizar, ela ressalta que é de uma geração em que amigos foram criados pelos avós porque os pais sumiram durante o período da ditadura que foi de 1964 a 1985.

“Sobreviver a gente vai, mas o que me dói é a ignorância cega das pessoas em achar que estão defendendo um bem comum. Isso é coisa de quem está pensando apenas no bem dela. A gente não pode servir de comida de piranha. Não vou bater boca com quem não tem lucidez. Não se pode dar luz para quem está na sombra.”

Fonte: Marie Claire

Deputados pedem impeachment de ministros que votaram a favor da criminalização da homofobia 1

Deputados com pedido de impeachment de ministros. (Foto: Reprodução / Twitter)

Parece piada de mau gosto, mas não é. Deputados entregaram nesta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pedido de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votaram a favor da criminalização da homofobia.

O pedido pede a destituição de Celso de Mello, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

Encabeçado por Bia Kicis (PSL-DF), o texto afirma que os ministros atuaram “em desacordo com a separação dos Poderes, na medida em que legislam no lugar dos parlamentares eleitos diretamente pelo povo para o exercício dessa função”.

O pedido diz que a decisão não tem a ver com o mérito da questão julgada. “Relevante ressaltar que, com a presente denúncia, não se pretende discutir o mérito da aludida decisão judicial, mas a conduta dos julgadores”, afirma.

O documento é assinado por parlamentares de bancadas conservadoras, como Marco Feliciano (Pode-SP), Alexandre Frota (PSL-SP) e Marcio Labre (PSL-RJ).

Estão em julgamento dois processos que pedem que o STF reconheça a omissão do Congresso ao deixar de criminalizar a homofobia. Os autores são a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) e o PPS, que acionaram o tribunal em 2012 e 2013.

Para que o tribunal atinja maioria são necessários seis votos. Até o momento, quatro ministros votaram por enquadrar a homofobia e a transfobia na lei que define os crimes de racismo até que o Congresso aprove uma legislação específica para punir quem discriminar, ofender ou agredir homossexuais e transexuais por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

*Com informações do site CNI

Musa trans do carnaval carioca se posiciona contra a criminalização da homofobia Resposta

Priscila Reis, musa transexual da Acadêmicos do Sossego, escola de samba da série A do carnaval carioca, acredita que embora seja importante a militância pela igualdade e por direitos, toda a discussão em torno da criminalização da homofobia pode gerar mais apatia e criar uma segmentação na sociedade.

“Me preocupo muito com essa tentativa de criar leis direcionadas ao público LGBT. Estão criando diferenças e especialidades, e isso pode aumentar a rejeição e o preconceito. Leis contra preconceito já existem, o que acredito é que é necessário mais a conscientização do que a criação de novas leis. Enfatizar muito a diferença, segmentar a sociedade em gays, transexuais e héteros cria ainda diferença e isso é perigoso demais”, disse Priscilla.

A musa virá a frente de um carro alegórico da escola da Acadêmicos do Sossego, que justamente exalta a diversidade, a liberdade religiosa, e protesta contra a intolerância e o preconceito.

“Eu acredito que os grupos LGBTs podem estar sendo influenciados por partidos políticos, e o verdadeiro ideal e propósito da causa está sendo esquecido. O que tem que valer é a premissa de que todos nós, independente de ‘opção’ sexual, cor ou etnia, sejamos iguais perante à Lei. É preciso entender que interesses estão por trás de tanto discurso de ódio e das leis. Todos temos de ser iguais, e não segmentados. Luto pela igualdade, justiça social, e não por um tipo de apartheid LGBT”, afirma, se esquecendo de que opção sexual não existe e, sim, orientação sexual.

Bolsonaro e bolsominions concordam.


TSE manda retirar da rede fake news de Bolsonaro sobre “kit gay” Resposta

Fake

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de seis postagens no Facebook e no YouTube em que o candidato do PSL à Presidência da República,Jair Bolsonaro, faz críticas ao livro Aparelho Sexual e Cia. e afirma que a obra integraria material a ser distribuído em escolas públicas na época em que Fernando Haddad (PT), também candidato à Presidência, comandava o Ministério da Educação.

No vídeo, Bolsonaro afirma que o livro é “uma coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo”. “No meu entender, isso é uma porta aberta para a pedofilia”, diz o candidato do PSL, que ainda afirma que “esse é o livro do PT”. Em nota, o Ministério da Educação (MEC) já afirmou em diversas oportunidades que não produziu nem adquiriu ou distribuiu Aparelho Sexual e Cia., esclarecendo que o livro é uma publicação da editora Companhia das Letras publicada em dez idiomas.

“É igualmente notório o fato de que o projeto ‘Escola sem Homofobia’ não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, concluiu Horbach.

Os advogados do PT afirmam que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto, Bolsonaro mentiu e difundiu a falsa ideia de que o livro seria distribuído em escolas públicas. “O candidato vem proferindo esta grave mentira há mais de dois anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 por meio de um vídeo que publicou no Facebook”, observa a coligação de Haddad.

Em outra representação, o ministro negou um pedido do PT para remover uma entrevista de Bolsonaro concedida ao programa Pânico, na qual o deputado federal faz referência ao material didático do projeto ‘Escola Sem Homofobia’ como sendo o “kit gay”, atribuindo a responsabilidade pela sua elaboração a Fernando Haddad.

“É possível concluir que os representantes buscam impedir que o candidato representado chame o material didático do projeto ‘Escola sem Homofobia’ de ‘kit gay’. Tal pretensão, caso acatada pelo Poder Judiciário, materializaria verdadeira censura contra o candidato representado, que estaria impedido de verbalizar, de acordo com suas concepções, críticas à gestão do concorrente à frente do Ministério da Educação”, observou Horbach.

Reportagem: Veja

Haddad pede ao TSE direito de resposta sobre “kit gay” que nunca existiu Resposta

kit-gay-fake-news (1)

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de direito de resposta contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, afirmando que a divulgação do suposto ‘kit gay’ é conteúdo falso propagado de maneira criminosa pelo adversário; a defesa da campanha de Fernando Haddad ainda requer que o TSE determine a retirada de postagens que teriam mensagens inverídicas no Facebook, Twitter e YouTube.

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de direito de resposta contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, afirmando que a divulgação do suposto ‘kit gay’ é conteúdo falso propagado de maneira criminosa pelo adversário. A defesa da campanha de Fernando Haddad ainda requer que o TSE determine a retirada de postagens que teriam mensagens inverídicas no Facebook, Twitter e YouTube.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca que “os advogados do PT afirmam que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto, Bolsonaro mentiu e difundiu a falsa ideia de que o livro ‘Aparelho Sexual e Cia’ seria distribuído em escolas públicas. ‘E que, segundo vídeo que circula em redes sociais, seria inadequado para crianças e jovens brasileiros’, afirmam”.

Segundo a defesa de Haddad, o livro ‘não fez parte de qualquer kit escolar’, nem do material que o candidato do PSL chama de ‘kit gay’, ‘que, por sua vez, era parte de um programa do governo chamado Escola Sem Homofobia, e que nunca chegou a ser posto em prática”.”

O jornal ainda afirma que “na ação, que está sob relatoria do ministro Carlos Horbach, a defesa do petista ressalta que a informação foi desmentida pela editora do material e pelo Ministério da Educação.”

O trecho do requerimento explica: “o candidato vem proferindo essa grave mentira há mais de anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 através de um vídeo que publicou no Facebook”.

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de direito de resposta contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, em torno da divulgação do suposto ‘kit gay’, que, segundo a campanha do petista, é conteúdo falso propagado pelo oponente na disputa presidencial. A defesa ainda pede que o TSE determine a retirada de postagens que teriam mensagens inverídicas no Facebook, Twitter e YouTube.

Os advogados do PT afirmam que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no dia 28 de agosto, Bolsonaro mentiu e difundiu a falsa ideia de que o livro “Aparelho Sexual e Cia” seria distribuído em escolas públicas. “E que, segundo vídeo que circula em redes sociais, seria inadequado para crianças e jovens brasileiros”, afirmam.

Segundo a defesa de Haddad, o livro “não fez parte de qualquer kit escolar”, nem do material que o candidato do PSL chama de ‘kit gay’, “que, por sua vez, era parte de um programa do governo chamado ‘Escola Sem Homofobia’, e que nunca chegou a ser posto em prática”.

Na ação, que está sob relatoria do ministro Carlos Horbach, a defesa do petista ressalta que a informação foi desmentida pela editora do material e pelo Ministério da Educação.

“O candidato vem proferindo essa grave mentira há mais de anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 através de um vídeo que publicou no Facebook”, observam.

São apontadas também postagens de Bolsonaro e de seus filhos, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que falaram sobre o material nas redes sociais.

“As manifestações das representadas atacam Fernando Haddad com informações inverídicas, difamatórias e injuriantes, sem qualquer legitimidade ou fundamento, constituindo-se em um verdadeiro manifesto político que agride o partido representante, sem qualquer possibilidade de contraditório, contraponto ou debate”, assinala a defesa.

 

Jair Bolsonaro processa Marcelo Tas, por ter sido chamado de homofóbico (mas é!) e racista Resposta

Jair e Tas

Jair processa Tas e garante não ser homofóbico, nem racista

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) está processando o aprensentador e jornalista Marcelo Tas. Pasmém, porque foi chamado de homofóbico e racista. Jair assegura que não é homofóbico.

Tas teria chamado teria atribuído essas acusações em entrevista ao programa ao Blog do Rica Perrone em 22 de julho de 2017. A ação, segundo o blog TelePadi, corre na 31a Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo e requer R$20 mil de Tas por reparação de danos morais. A ação pede que Tas pague R$10 mil a cada vez que Tas acusar Jair de racista ou homofóbico.

“Lamento que ele se junte a outros parlamentares brasileiros, de direita e esquerda, é bom notar, que não suportam a convivência com a crítica ou com quem pensa diferente deles. Temo que, com a aproximação das eleições, surjam tentativas de intimidação e censura à livre expressão. Isto só vai contribuir para tumultuar o debate a atrasar o aperfeiçoamento da frágil democracia brasileira, diz Tas.

E dispara: “É patético. Os políticos estão mais por baixo que cocô de cavalo de bandido, mesmo assim não abrem mão da blindagem do fórum privilegiado. Não aceitam opiniões contrárias. Querem viver numa redoma, rodeados apenas por quem pensa igual a eles. A atitude do Bolsonaro reforça a minha suspeita: apesar de vender a imagem de novidade na corrida presidencial, ele é um político antigo como qualquer outroÆ.

Gol faz voos com comissária transexual e tripulação exclusivamente feminina Resposta

Gol

Gol/Divulgação

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira (8), a Gol Linhas Aéreas preparou 14 voos com tripulação exclusivamente feminina. A ação começou na segunda-feira (5) e segue até domingo (11). As cidades escolhidas foram Caxias do Sul, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Maringá, Vitória, Ilhéus e Juazeiro do Norte.

Nesta quinta, o voo 1.020 da empresa, com saída do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, contou inclusive com a presença de Nicole Cavalvante, a única comissária de bordo transexual da empresa e, segundo a Gol, a primeira do país.

– A transexualidade a gente sabe desde criança, mas nessa minha depressão fiz tratamento e terapia, e descobri que a depressão vinha disso, de não me assumir. Aí o médico disse: “ou você vai ser quem você é ou vai passar a vida toda infeliz e tomando medicação”. Hoje, estou supersatisfeita, feliz e realizada – contou Nicole em entrevista ao UOL.

Sou mulher trans, e o 8 de março é meu dia Resposta

Mulheres

Marquesa Santos e Estrela Barbosa (Foto: André Soares/PorAqui)

 

O Dia Internacional da Mulher refere-se às várias as mulheres que habitam o mundo. São elas brancas, negras, indígenas, ricas, pobres, héteros, lésbicas, bissexuais… Os matizes são incontáveis, a pluralidade é marca genuína das mulheres. E que lindo ser assim! Dia 8 de Março é o dia de todas elas. E também é dia de Estrela Barbosa e Marquesa Santos, mulheres trans. É dia também das mulheres trans, de todas elas.

PorAqui conversou com as duas sobre o que é ser mulher trans nos dias de hoje e o que o 8 de Março significa para elas.

Estrela Barbosa tem 33 anos e mora em Santo Amaro. É militante da causa LGBT há 10 anos, faz parte da coordenação da Nova Associação de Travestis, Transexuais e Transformistas de Pernambuco (NATRAPE) e é estudante, depois de 17 anos afastada das salas de aula. “Aos 16 anos, quando comecei minha transição, fui expulsa da escola porque resolvi ir de saia”, lembra. A partir daí, uma busca pela sua essência teve um tanto de percalços, lutas e descobertas.

Marquesa Santos tem 42 anos. É agente social na Prefeitura do Recife e trabalha diretamente com a população LGBT e com pessoas em situação de vulnerabilidade – álcool e outras drogas, e vínculos familiares rompidos. Seu processo de transição também se deu aos 16 anos e foi envolvido por muito medo. Medo da aceitação, medo do mundo que a aguardava e que poderia ser impiedoso com uma escolha tão sua: ser, de fato e plenamente, quem ela era de verdade.

“Sempre tive certeza do que eu queria ser, desde criança. Eu já me via no feminino”, diz Estrela. Quando foi expulsa da escola e se viu sem norte, o caminho da prostituição foi inevitável. Nesse período, tentou a hormonização, que não surtiu efeito. Com o dinheiro de um programa, acabou implantando silicone industrial.

“Eu me olhava no espelho e faltava algo: era o peito. Era essa coisa do ego feminino mesmo”, conta ela. Já para Marquesa, a transição física foi mais conflituosa. Por algum tempo, era meio menino, meio menina. Mas o incômodo com isso a fez se lançar.

“Ser ou não ser? Vestir a camisa ou rasgar? Então, pensei: o ‘não’ eu já tenho. Então, eu fui em busca do ‘sim’, que, hoje, eu tenho. E foi tudo muito melhor pra mim: amigos, trabalho, faculdade”, diz Marquesa, que cursou Pedagogia.

Para elas, a empregabilidade para a mulher trans ainda é um desafio gigante a ser enfrentado. “Como é que a população trans vai sair da margem se não se tem projeto ou qualificação?”, questiona Estrela.

E o perigo iminente que muitos olhares e pensamentos enviesados ainda simbolizam. “A gente sabe que não é fácil viver nesse mundo, com a violência, o homicídio. Já perdemos várias amigas por conta da homofobia”, confessa Marquesa.

Mudanças no Mundo

Mas ambas acreditam que o mundo de hoje, apesar de ainda não ser o ideal para as mulheres trans, já deu alguns passos. “Os tabus estão sendo quebrados, estamos sendo mais aceitas. As pessoas estão começando a compreender mais”, diz Marquesa.

“A internet, os movimentos sociais e até a mídia vêm ajudando nisso”, endossa Estrela. “O jovem que vem hoje já vem com outra cabeça” continua. “Se a população LGBT tá crescendo, esse tema vai ser cada vez mais presente. E a gente vai mostrando a cara, matando um leão por dia”.

“Ser mulher não é só se vestir de mulher”, diz Estrela. E ser mulher trans, para elas, é reafirmar diariamente a sua existência legítima, num mundo onde ainda não basta apenas ser. Não basta apenas o direito de ser quem se é.

“Somos humanas, o coração bate e o sangue corre na veia. Não queremos ser melhores ou piores do que ninguém. Queremos ser empoderadas e reconhecidas como mulheres trans”, deseja Marquesa.

Foi incrível ouvir vocês, Estrela e Marquesa. Feliz Dia das Mulheres para vocês e para todas iguais e diferentes de vocês.

Reportagem completa você vê clicando aqui.

Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco

Facebook censura vídeo postado por filho de Bolsonaro, a pedido de Alckmin, onde tucano aparece com movimento LGBT Resposta

CHUVA / CAOS EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma ação contra o Facebook para retirar do ar um vídeo postado pelo perfil atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) do Rio de Janeiro. Na ação, Alckmin pede que o vídeo seja excluído da rede social e que o Facebook quebre o sigilo dos dados de quem fez a postagem.

Na última sexta-feira (2), a Justiça Estadual de São Paulo negou, em caráter liminar, os pedidos de Alckmin. Mas, após Alckmin recorrer, o vídeo foi banido.

O vídeo que a Justiça excluiu, a pedido de Alckmin, foi postado em 25 de dezembro de 2017. Nele, Alckmin aparece celebrando a criação do secretariado de diversidade tucana, uma instância dentro do PSDB voltada para a discussão de políticas públicas voltadas para a comunidade LGBT. O vídeo foi editado e mescla momentos em que Alckmin aparece discursando com fotos de manifestações promovidas por integrantes da comunidade LGBT.

Junto ao vídeo, o perfil, claro, critica Alckmin. “Como se não bastasse estar metido na Lava-Jato e tantos outros escândalos de corrupção, mais esta do candidato que querem induzi-lo (sic) a acreditar que é de centro-direita, mas em conluio com a militância que você já conhece. Este que a mídia diz que ganhará as eleições de 2018”.

Para o advogado Fábio de Oliveira, que defende Alckmin, o vídeo dele com ativistas tucanos LGBTs ridicularizaria o candidato à Presidência do Brasil.

O Facebook retirou o vídeo, alegando que ele fere os padrões da comunidade. A decisão aconteceu, mesmo depois de a Justiça de São Paulo negar, em caráter provisório, ter liberado o vídeo.

Na tarde da última segunda-feira, Carlos Bolsonaro utilizou sua conta no Twitter para acusar o Facebook de retirar o vídeo do ar. Ele aproveitou a postagem para publicar o vídeo novamente.

Informações: UOL

Glória Perez pretende salvar vidas ao abordar universo trans em novela que estreia hoje Resposta

 

gloriaperez

Glória Perez

Diante dos dados de suicídios entre transgêneros, a autora da novela “A Força do Querer”, que estreia hoje, às 21h, na Rede Globo, Gloria Perez, diz que espera fazer por eles o que fez por dependentes químicos e portadores de transtornos mentais em O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009). “Sei que vou salvar vidas. Ao criar uma empatia entre o público e os transgêneros, desejo permitir que essas pessoas sejam olhadas com compreensão”.

Gloria fala que preferiu começar o drama de Ivana, transexual vivida pela atriz Carol Duarte, já adulta. “Se fosse colocar isso na infância dela, muitos poderiam falar que eu estava manipulando o conflito. Tenho de pensar nos sentimentos adversos”.

trnsexual

Carol Duarte estreia na TV como transexual

Ivana será incompreendida principalmente por sua mãe Joyce, interpretada por Maria Fernanda Cândido.”Novela no nosso país é algo que faz parte do nosso dia a dia. Então, à medida em que o folhetim se propõe a abordar uma questão, tenta abrir perguntas, e não fornecer respostas. Assim, a discussão se potencializa. Se a novela conseguir promover o debate, a missão está cumprida”, observa Maria Fernanda.

A trama também abordará o universo do transformista Nonato (Silvero Pereira). Ele sonha em montar um show. Chega do interior do Ceará e vira motorista do homofóbico e transfóbico Eurico (Humberto Martins). O personagem vai mostrar a diferença entre transgênero e travesti.

travesti

Silvero Pereira estreia na TV como transformista

“Ele sai de sua cidade escorraçado, sua família não entende a necessidade que ele tem de se travestir. Como precisa do emprego de motorista, ele aceita trabalhar com esse homem homofóbico. Mais para a frente, seu patrão vai descobrir que ele não é Nonato, que ele é Elis Miranda, um artista transformista”, adianta Silvero Pereira.

Opinião

Excelente iniciativa da autora Glória Perez em tirar da invisibilidade uma parcela da população ainda marginalizada. Vamos ver como será a abordagem.

* Com informações do Notícias da TV

Brasil: pela primeira vez, travesti negra conquista título de doutora Resposta

678782-970x600-1.jpeg

Megg Rayara Gomes Foto: Bruno Covello/Folha de São Paulo

Foram quatro anos de estudo na Universidade Federal do Paraná para Megg Rayara Gomes de Oliveira defender sua tese sobre racismo e homofobia nessa última quinta-feira (30) – e, assim, conquistar, de forma inédita no país, o título de doutora. Sua longa pesquisa foi feita com quatro professores negros gays, de ensino fundamental e médio, e abordou a resistência de homossexuais e negros na educação. Na banca, ela, que não revela a idade exata, usou um vestido vermelho que exibia nomes de travestis mortas. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Megg tem duas especializações, em história da arte e história da cultura africana, e é mestra em educação também pela UFPR.

Professora substituta nessa mesma universidade, Megg diz ainda enfrentar preconceito e pretende lutar pela inserção de travestis no ensino superior. “A nossa presença [dos travestis], fora da prostituição, não é naturalizada. Por causa disso, eu encenei, por muito tempo, uma existência masculina que não era minha, para poder sobreviver. Foi um processo de resistência. (…) Fui percebendo que, se não tivesse boa formação acadêmica, não ia ter lugar nenhum no mundo. A minha existência era um fracasso absoluto. À medida que fui progredindo academicamente, fui me construindo como travesti negra, expressando minha identidade. Aí tinha um repertório para me proteger. (…) Hoje, sou professora da UFPR. Mas o espaço que me sobra é no serviço público, porque a iniciativa privada não contrata.(…) A defesa da minha tese é uma conquista coletiva. Do movimento negro e, principalmente, de travestis e transexuais. (…) A gente tem que ter voz, queremos ser tratas como pessoas que pensam e produzem conhecimento”, afirmou, em depoimento à Folha de S. Paulo.

A Lei do Amor termina com recorde de casai gays, mas sem beijo na boca Resposta

ALeidoAmor

“A Lei do Amor”, novela das 21h, de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, exibiu seu último capítulo nesta sexta-feira (31) com um recorde: o maior número de casais gays de uma novela do horário nobre. Apesar da representatividade maior, com três romances homossexuais, a abordagem foi sutil e não passou nem perto do beijo protagonizado por Mateus Solano e Thiago Fragoso em Amor à Vida.

“Vejo isso como um retrocesso. Quando você mostra um casal gay, mas não se aproxima da realidade em que ele vive, é uma espécie de omissão à homofobia”, opina Agripino Magalhães, líder estadual da Aliança Nacional LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais).

“Dentro do estilo melodramático, considero que ‘A Lei do Amor’ cumpriu a sua função social na teledramaturgia. Também considero que o beijo gay deixou de ser exatamente uma questão”, contrapõe Mauro Alencar, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela Universidade de São Paulo.

Na novela, Zelito (Danilo Ferreira) conquistou o coração de Wesley (Gil Coelho) logo nos primeiros capítulos. O frentista se encantou pelo DJ, que foi assassinado a mando de Tião (José Mayer), e o romance foi abortado tragicamente.

Os autores deixaram para formar os outros dois casais gays só nesta última semana. Aliás, muitos casais gays são formados somente em finais de novela.

No capítulo de segunda (27), Wesley chamou Gledson (Raphael Ghanem) para sair, mas a cena teve só troca de olhares e sorrisos entre os dois, sem carinhos explícitos ou beijo. Por fim, depois de terminar com Misael (Tuca Andrada), Flávia (Maria Flor) aparecereu com uma namorada, Gabi (Fernanda Nobre), mas o romance também não foi explorado.

“Apesar da representatividade maior, o gay ainda é mostrado como aquela pessoa que ‘dá pinta’, que é motivo de chacota, ou muito superficialmente. Normalmente, não são personagens como um bancário, empresário, balconista, por exemplo, uma pessoa que pode constituir uma família e ter direito como qualquer outro”, analisa Magalhães.

Alencar acredita que o núcleo em que os personagens homossexuais são apresentados e a forma como se relacionam está relacionado ao estilo de cada escritor, não à imposição de rótulos. “Qualquer tema abordado na história da ficção mundial é retratado com diferentes intensidades. É isso o que diferencia um autor de outro”, opina.

*Com informações do “Notícias da TV”.

 Opinião

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre reclamei da falta de beijo gay em telenovelas. Mas mostrar casais gays, desde que não seja nos últimos capítulos, ou até mesmo uma família homoafetiva é melhor do que nada. No mais, já existem seriados inúmeros retratando de maneira honesta e aberta a homossexualidade.

E para você, beijo gay é importante ou não em uma novela?

Lula manda mensagem a trabalhadores LGBT: “Somos iguais e merecemos respeito” Resposta

LulaLGBT.jpg

Veja o vídeo clicando aqui

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um vídeo nesta sexta-feira (31) com uma mensagem aos trabalhadores LGBT pelo apoio ao 4º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBT, realizado pela CUT de São Paulo entre 30 de março e 1º de abril.

“Eu tenho muito respeito por todos os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais do nosso querido Brasil. É por isso que uma das primeiras medidas que tomei quando cheguei à presidência da República foi dar à Secretaria dos Direitos Humanos o status de ministério. Assim colocamos os Direitos Humanos no mesmo patamar das outras áreas do Executivo e demos mais espaço aos direitos da população LGBT”, lembrou Lula, citando ainda outras iniciativas de seu governo e da gestão de Dilma Rousseff.

“Mas não podemos parar por aí. Ainda temos muito a conquistar. Estamos só no começo. E eu tenho muito orgulho de lutar ao lado de vocês”, acrescentou Lula no vídeo. “Eu sei que na hora de pagar o Imposto de Renda ou votar ninguém trata o povo LGBT com preconceito, mas duarnte todo o dia tem uma parte da sociedade que trata esse grupo como pária da sociedade”, destacou.

“Vamos à luta porque somos iguais e merecemos tratamento digno nesse país”, finaliza Lula. Assista acima.

Opinião

Houve avanços durante os governos Lula e Dilma, mas quando ele tinha mais de 80% de aprovação e o Congresso “nas mãos”, não moveu uma palha para colaborar para a aprovação da criminalização da homofobia, porque estava aliado aos fundamentalistas evangélicos.

No governo Dilma houve veto do programa Escola Sem Homofobia. Dilma chegou a o kit anti-homofobia de “propaganda de opção sexual”.

Conselho Estadual LGBT critica Crivella Resposta

crivella.jpg

Prefeito do Rio, Marcelo Crivella

Deu na coluna da jornalista Berenice Seabra, do jornal “Extra” que o Conselho Estadual LGBT está insatisfeito com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella. “Sem recursos não tem como executar políticas públicas. Com uma coordenadoria, não tem status para se articular com outras secretarias”, disse Júlio Moreira, presidente do Conselho.

O coordenador da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, da prefeitura do Rio foi elogiado.