Trans de 15 anos é assassinada em Itaquaquecetuba (SP) Resposta

Foto: Facebook/Reprodução

Uma trans de 15 anos foi encontrada morta em um terreno na cidade de Itaquaquecetuba, em São Paulo. O corpo de Médely Razard foi achado nu e amordaçado, com uma bermuda na cabeça e sinais de abuso. A adolescente sumiu na noite da quinta-feira (20), após sair da casa do irmão, a cinco minutos da própria residência. O corpo foi encontrado um dia depois.

Por volta das 21h da quinta, Médely mandou uma mensagem para a mãe avisando que já estava indo para casa. Ao sair do apartamento do irmão, ela teria dito que iria ver uma amiga antes de retornar para a residência. Os pais da vítima se deram conta do sumiço na manhã do dia seguinte, quando a cunhada dela foi até a casa da família perguntando pela adolescente.

O corpo de Médely foi encontrado por um segurança. Ao lado do corpo, estava o celular dela, o que facilitou a identificação da vítima. Em volta do pescoço da vítima havia um cordão enrolado, que a polícia acredita que tenha sido o objeto utilizado para matá-la. O corpo também tinha dentes quebrados, ferimentos nos braços e pernas e outras marcas de agressão. Nenhum objeto foi levado.

A polícia ainda procura os autores do crime, mas uma das hipóteses é a de que o assassinato tenha relação com homofobia.

Musa trans do carnaval carioca se posiciona contra a criminalização da homofobia Resposta

Priscila Reis, musa transexual da Acadêmicos do Sossego, escola de samba da série A do carnaval carioca, acredita que embora seja importante a militância pela igualdade e por direitos, toda a discussão em torno da criminalização da homofobia pode gerar mais apatia e criar uma segmentação na sociedade.

“Me preocupo muito com essa tentativa de criar leis direcionadas ao público LGBT. Estão criando diferenças e especialidades, e isso pode aumentar a rejeição e o preconceito. Leis contra preconceito já existem, o que acredito é que é necessário mais a conscientização do que a criação de novas leis. Enfatizar muito a diferença, segmentar a sociedade em gays, transexuais e héteros cria ainda diferença e isso é perigoso demais”, disse Priscilla.

A musa virá a frente de um carro alegórico da escola da Acadêmicos do Sossego, que justamente exalta a diversidade, a liberdade religiosa, e protesta contra a intolerância e o preconceito.

“Eu acredito que os grupos LGBTs podem estar sendo influenciados por partidos políticos, e o verdadeiro ideal e propósito da causa está sendo esquecido. O que tem que valer é a premissa de que todos nós, independente de ‘opção’ sexual, cor ou etnia, sejamos iguais perante à Lei. É preciso entender que interesses estão por trás de tanto discurso de ódio e das leis. Todos temos de ser iguais, e não segmentados. Luto pela igualdade, justiça social, e não por um tipo de apartheid LGBT”, afirma, se esquecendo de que opção sexual não existe e, sim, orientação sexual.

Bolsonaro e bolsominions concordam.


Sou mulher trans, e o 8 de março é meu dia Resposta

Mulheres

Marquesa Santos e Estrela Barbosa (Foto: André Soares/PorAqui)

 

O Dia Internacional da Mulher refere-se às várias as mulheres que habitam o mundo. São elas brancas, negras, indígenas, ricas, pobres, héteros, lésbicas, bissexuais… Os matizes são incontáveis, a pluralidade é marca genuína das mulheres. E que lindo ser assim! Dia 8 de Março é o dia de todas elas. E também é dia de Estrela Barbosa e Marquesa Santos, mulheres trans. É dia também das mulheres trans, de todas elas.

PorAqui conversou com as duas sobre o que é ser mulher trans nos dias de hoje e o que o 8 de Março significa para elas.

Estrela Barbosa tem 33 anos e mora em Santo Amaro. É militante da causa LGBT há 10 anos, faz parte da coordenação da Nova Associação de Travestis, Transexuais e Transformistas de Pernambuco (NATRAPE) e é estudante, depois de 17 anos afastada das salas de aula. “Aos 16 anos, quando comecei minha transição, fui expulsa da escola porque resolvi ir de saia”, lembra. A partir daí, uma busca pela sua essência teve um tanto de percalços, lutas e descobertas.

Marquesa Santos tem 42 anos. É agente social na Prefeitura do Recife e trabalha diretamente com a população LGBT e com pessoas em situação de vulnerabilidade – álcool e outras drogas, e vínculos familiares rompidos. Seu processo de transição também se deu aos 16 anos e foi envolvido por muito medo. Medo da aceitação, medo do mundo que a aguardava e que poderia ser impiedoso com uma escolha tão sua: ser, de fato e plenamente, quem ela era de verdade.

“Sempre tive certeza do que eu queria ser, desde criança. Eu já me via no feminino”, diz Estrela. Quando foi expulsa da escola e se viu sem norte, o caminho da prostituição foi inevitável. Nesse período, tentou a hormonização, que não surtiu efeito. Com o dinheiro de um programa, acabou implantando silicone industrial.

“Eu me olhava no espelho e faltava algo: era o peito. Era essa coisa do ego feminino mesmo”, conta ela. Já para Marquesa, a transição física foi mais conflituosa. Por algum tempo, era meio menino, meio menina. Mas o incômodo com isso a fez se lançar.

“Ser ou não ser? Vestir a camisa ou rasgar? Então, pensei: o ‘não’ eu já tenho. Então, eu fui em busca do ‘sim’, que, hoje, eu tenho. E foi tudo muito melhor pra mim: amigos, trabalho, faculdade”, diz Marquesa, que cursou Pedagogia.

Para elas, a empregabilidade para a mulher trans ainda é um desafio gigante a ser enfrentado. “Como é que a população trans vai sair da margem se não se tem projeto ou qualificação?”, questiona Estrela.

E o perigo iminente que muitos olhares e pensamentos enviesados ainda simbolizam. “A gente sabe que não é fácil viver nesse mundo, com a violência, o homicídio. Já perdemos várias amigas por conta da homofobia”, confessa Marquesa.

Mudanças no Mundo

Mas ambas acreditam que o mundo de hoje, apesar de ainda não ser o ideal para as mulheres trans, já deu alguns passos. “Os tabus estão sendo quebrados, estamos sendo mais aceitas. As pessoas estão começando a compreender mais”, diz Marquesa.

“A internet, os movimentos sociais e até a mídia vêm ajudando nisso”, endossa Estrela. “O jovem que vem hoje já vem com outra cabeça” continua. “Se a população LGBT tá crescendo, esse tema vai ser cada vez mais presente. E a gente vai mostrando a cara, matando um leão por dia”.

“Ser mulher não é só se vestir de mulher”, diz Estrela. E ser mulher trans, para elas, é reafirmar diariamente a sua existência legítima, num mundo onde ainda não basta apenas ser. Não basta apenas o direito de ser quem se é.

“Somos humanas, o coração bate e o sangue corre na veia. Não queremos ser melhores ou piores do que ninguém. Queremos ser empoderadas e reconhecidas como mulheres trans”, deseja Marquesa.

Foi incrível ouvir vocês, Estrela e Marquesa. Feliz Dia das Mulheres para vocês e para todas iguais e diferentes de vocês.

Reportagem completa você vê clicando aqui.

Rubens Ewald Filho pode ser vetado da TNT após comentários transfóbicos em transmissão do Oscar Resposta

Rubens Edwald FIlho

Comentários transfóbicos complicam vida de crítico de ciema.

Além de interromper e ser grosseiro com a sua colega, Domingas Person, na apresentação do Oscar, Rubens Ewald Filho indignou o público da TNT ao fazer comentários machistas e transfóbicos durante a apresentação da festa.

Ao comentar sobre Daniela Vega, primeira atriz transexual convidada a apresentar um musical na premiação, o crítico disse que “essa moça, na verdade, é um rapaz”. Mais tarde, quando Frances McDormand subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz, Rubens a chamou de feia e citou rumores de que ela estaria bêbada em uma premiação anterior. “Acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse.

Muitos internautas reclamaram da postura do veterano e o acusaram de preconceito. A TNT também não gostou nada dos comentários, e chegou a repudiar o ocorrido através de uma nota:

“Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento, houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso”, finaliza. Ainda durante a premiação, o canal usou as redes sociais para se retratar, embora não tenha conseguido dispersar as críticas. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher!”, dizia a publicação da TNT.

A emissora discute o afastamento dele.

“Não sou sexista ou transfóbico”

Em entrevista à revista Veja, o crítico se defendeu:

“O que aconteceu com relação à atriz Daniela Vega, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica”, afirma o crítico ao site de VEJA. “Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas aprendam os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentido.”

Então tá…

*Com informações do TV Foco

Países não têm estratégia comum para combater violência contra homossexuais Resposta

 

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A violência contra os homossexuais passa por diferentes formas de enfrentamento no mundo. Representantes de países da União Europeia e das Américas trocaram ontem (4/4) experiências sobre o combate ao problema e mostraram que é grande a diversidade de políticas e ações adotadas pelos governos.

Em todo o mundo, 76 países criminalizam as relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo e cinco países impõem até mesmo pena de morte a esses casos. O levantamento foi apresentado pela chefe da delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias. Ela também apresentou a experiência positiva da União Europeia que aprovou legislação que proíbe discriminação no trabalho incluindo a discriminação por orientação sexual. Para ingressar no bloco, o país tem que concordar com essa determinação.

“A União Europeia tem feito um grande trabalho nessa área, sobretudo nas últimas duas décadas. É um trabalho que exige uma mudança de mentalidade”, disse Ana Paula.

Também na Europa, a Espanha tem um caso bem sucedido na área de violência aos homossexuais. Em Barcelona, a polícia tem sido preparada para atender de forma diferenciada casos de homofobia. “A polícia garante o registro da violência respeitando as especificidades dessa população de forma que as pessoas não sejam vítimas de violências duas vezes”, explica Miguel Vale que apresentou no encontro a experiência europeia de combate à violência homofóbica.

A diretora do Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba e filha do presidente Raúl Castro, Mariela Castro, relatou que Cuba teve uma colonização fortemente patriarcal e homofóbica, mas o governo trabalha em legislações e com estratégicas educativas para garantir os direitos dos homossexuais. Todos os meses de maio acontece no país uma jornada de eventos e discussões sobre o tema motivado pelo Dia Internacional contra a Homofobia, celebrado no dia 17 do mesmo mês.

“Estamos trabalhando em leis, em diferentes tipos de normas e a mais forte é uma estratégia educativa permanente para promover o respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero que começamos em 2007. Isso está ajudando muito toda a sociedade cubana a discutir o tema”, contou Mariela Castro.

No Brasil, o pacto estabelecido com 15 estados para formar policiais para ações em crimes de caráter homofóbico foi citado pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. A ministra destacou que o Brasil precisa agora priorizar a aprovação de uma legislação especifica para os crimes motivados pela orientação sexual.

“Se não tivéssemos a Lei Maria da Penha estaríamos ainda falando de violência doméstica como algo que não diz respeito à esfera pública do Estado. Assim, o Brasil precisa também ter uma legislação específica contra a homofobia”, disse a ministra.

O Seminário LGBT Brasil – União Europeia segue até amanhã (5) com a troca de experiências entre os participantes.

Fonte: Agência Brasil

Para psicólogos, transexualismo (como é chamado hoje) não é doença Resposta

Anna Veronica Mautner afirma ser “muito difícil” estabelecer limites entre as origens do distúrbio, hormonais, comportamentais ou de outra ordem. “Cada caso é um caso.”

A visão do transexualismo como doença é controversa. Uma ação mundial tenta retirá-lo dos manuais de doenças da OMS e da Associação Americana de Psiquiatria.

A campanha “Stop Trans Patologization” [“Parem de patologizar os trans”] tem o apoio, aqui, do Conselho Federal de Psicologia. Segundo a psicóloga Ana Ferri de Barros, que coordena a comissão de sexualidade e gênero do conselho paulista, o acesso à cirurgia de mudança de sexo pelo SUS não deveria depender do diagnóstico.

“Defendemos a despatologização das identidades ‘trans’ e também o acesso universal à saúde”, diz.

É também a posição da cientista social Berenice Bento, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Não há exame que ateste a transexualidade [termo usado por quem é contra a patologização].”

Para Bento, gênero é construção social e o diagnóstico do transtorno na infância, absurdo: “Quem precisa de tratamento são os pais”.

Já na visão do psicanalista Roberto Graña, o transtorno deve ser tratado como uma perturbação no desenvolvimento. Ele considera o transexualismo uma recusa em aceitar o real, o sexo biológico e, portanto, uma doença. Diz ainda que tratamentos hormonais são inúteis e perigosos na juventude.

A psicanalista e colunista do jornal Folha de São Paulo, Anna Veronica Mautner, afirma ser “muito difícil” estabelecer limites entre as origens do distúrbio, hormonais, comportamentais ou de outra ordem. “Cada caso é um caso.”

Transexualidade

O blog não considera a transexualidade doença e só está postando uma notícia.