Glória Perez pretende salvar vidas ao abordar universo trans em novela que estreia hoje Resposta

 

gloriaperez

Glória Perez

Diante dos dados de suicídios entre transgêneros, a autora da novela “A Força do Querer”, que estreia hoje, às 21h, na Rede Globo, Gloria Perez, diz que espera fazer por eles o que fez por dependentes químicos e portadores de transtornos mentais em O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009). “Sei que vou salvar vidas. Ao criar uma empatia entre o público e os transgêneros, desejo permitir que essas pessoas sejam olhadas com compreensão”.

Gloria fala que preferiu começar o drama de Ivana, transexual vivida pela atriz Carol Duarte, já adulta. “Se fosse colocar isso na infância dela, muitos poderiam falar que eu estava manipulando o conflito. Tenho de pensar nos sentimentos adversos”.

trnsexual

Carol Duarte estreia na TV como transexual

Ivana será incompreendida principalmente por sua mãe Joyce, interpretada por Maria Fernanda Cândido.”Novela no nosso país é algo que faz parte do nosso dia a dia. Então, à medida em que o folhetim se propõe a abordar uma questão, tenta abrir perguntas, e não fornecer respostas. Assim, a discussão se potencializa. Se a novela conseguir promover o debate, a missão está cumprida”, observa Maria Fernanda.

A trama também abordará o universo do transformista Nonato (Silvero Pereira). Ele sonha em montar um show. Chega do interior do Ceará e vira motorista do homofóbico e transfóbico Eurico (Humberto Martins). O personagem vai mostrar a diferença entre transgênero e travesti.

travesti

Silvero Pereira estreia na TV como transformista

“Ele sai de sua cidade escorraçado, sua família não entende a necessidade que ele tem de se travestir. Como precisa do emprego de motorista, ele aceita trabalhar com esse homem homofóbico. Mais para a frente, seu patrão vai descobrir que ele não é Nonato, que ele é Elis Miranda, um artista transformista”, adianta Silvero Pereira.

Opinião

Excelente iniciativa da autora Glória Perez em tirar da invisibilidade uma parcela da população ainda marginalizada. Vamos ver como será a abordagem.

* Com informações do Notícias da TV

Em 2014 jogue seu preconceito no lixo Resposta

 

Image

Luto por um Brasil sem homofobia e transfobia. Isso não quer dizer que eu não me preocupe com outros problemas do país, como a fome e a corrupção. Lutar contra a violência que mata praticamente um LGBT por dia é lutar por um Brasil melhor, mais justo para todos. Você não precisa ser lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual, transgênero para lutar contra a violência praticada contra os LGBTs, basta se colocar no lugar do outro e ter um pouco de sensibilidade. Não queremos privilégios e não nos achamos melhores do que ninguém, apenas queremos direitos iguais, queremos poder andar nas ruas sem medo e manifestar o nosso amor livremente. Comece o ano de 2014 de uma forma diferente: JOGUE O SEU PRECONCEITO NO LIXO!

SUS começa a fazer registro de violência contra LGBTs este mês Resposta

SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS), vai começar a registrar casos de violência contra a população LGBT em prontuários de atendimento a partir deste mês. A iniciativa tem como objetivo ampliar a notificação de casos de homofobia e transfobia no país a fim de futuramente subsidiar políticas públicas de prevenção e combate à violência sofrida por gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. As informações são do Ministério da Saúde.

Essa foi uma iniciativa da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual/CEDS-RIO através do decreto 35816 assinado pelo prefeito Eduardo Paes no dia 28 de junho de 2012. Através de ofício entregue em mãos, foi solicitado ao ministro da saúde Alexandre Padilha que essa norma fosse federal e que no relatório SINAN constasse o item homofobia ( o que também está sendo feito, pois quando a solicitação foi feita, o decreto era na categoria outros).

Para a realização do registro, todas as fichas de atendimento das unidades de saúde vão ganhar um campo especial para a notificação de ocorrências, que deverão ser preenchidas com o nome social (caso houver), a identidade de gênero e a orientação sexual do paciente.

O registro de casos de violência contra LGBTs pelo SUS tem início seis meses após a divulgação de um relatório sobre violência homofóbica feito pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. De acordo com o documento, no período de um ano, as denúncias de agressões e crimes motivados por homofobia aumentaram 166% no país, subindo de 1.159 casos em 2011 para 3.084 em 2012.

Segundo o relatório, jovens entre 15 e 29 anos figuram entre os mais vulneráveis à violência e representam 61% das vítimas em casos registrados de discriminação. A principal queixa, que aparece em 83% das ocorrências, é a de violência psicológica, uma vez que são alvos de humilhações, hostilizações e ameaças, calúnia, injúria e difamação.

Para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a alta incidência de casos registrados reflete maior reconhecimento social em relação a tal tipo de discriminação, o que consequentemente induz à denúncia.

A iniciativa faz parte da disseminação de um projeto piloto integrado ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que registra casos de violência contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos desde agosto de 2013, nos estados de Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

*Com informações do Mix Brasil

Feliz 2014 Resposta

bandeira_gay-8243

O blog deseja a todas e todos os leitores um 2014 repleto de amor, paz, saúde, sexo com camisinha, Luz e respeito aos direitos humanos.

Que nos lembremos dos Felicianos, Maltas e Dilmas na hora de votarmos.

O blog deseja, também, um ano menos transfóbico e homofóbico, sem agressões e assassinatos. Viva a diversidade, viva a liberdade de ser quem é. Viva o sonho de um mundo mais justo para todos.

Feliz 2014 e obrigado por acompanhar o blog. Que possamos estar juntos no Ano-Novo!

Formada com destaque em curso para vigilante, travesti diz que transfobia impede trabalho Resposta

Para manter a forma e evitar a depressão, Milena se exercita na academia improvisada pelo companheiro Foto: Rafael Moraes / Extra

Para manter a forma e evitar a depressão, Milena se exercita na academia improvisada pelo companheiro Foto: Rafael Moraes / Extra

É esperado que um vigilante tenha postura firme, coragem e saiba se impor. Essas características não faltam a Milena Sara Sandim. Ela deixou de ser André aos 14 anos e hoje, aos 28, é a primeira travesti formada vigilante no país. A coragem de assumir a identidade de gênero, que marcou a vida pessoal, no entanto, parece atrapalhar a profissional.

– Quando passei a morar com o Alessandro (seu marido), me interessei pela atividade dele, que é vigilante há anos – conta ela, que se formou no curso em maio e, desde então, tenta sem sucesso entrar no mercado de trabalho.

No curso de vigilante, Milena recebeu menção honrosa. Foi nota 10 em prevenção e combate a incêndio e conquistou média 8,51, com aprovação sem ressalvas em armamento em tiro e primeiros socorros. Quando se candidata a uma vaga de trabalho, Milena precisa se identificar como André, com a observação de que é travesti. Nunca foi chamada para uma entrevista sequer.

Milena Sara, formada com menção honrosa no curso profissionalizante para vigilante Foto: Rafael Moraes / Extra

Milena Sara, formada com menção honrosa no curso profissionalizante para vigilante Foto: Rafael Moraes / Extra

– A sociedade me cobra uma profissão que ela considere digna. Me qualifiquei naquilo que gosto e agora a mesma sociedade me fecha as portas e me inclina novamente para as ruas. Entrei para um curso de formação, aprendi a abordar, imobilizar, atirar. Me joguei no chão, rastejei, mas o difícil mesmo é ficar aqui cinco meses, tendo me candidatado a todas as vagas de Barra Mansa e Volta Redonda, e não ter recebido um retorno sequer. Em São Paulo, fiz ponto e consegui ganhar até R$ 4 mil por mês. Já me prostituí quando foi preciso e estou me esforçando para ter uma vida diferente. Travesti não pode ficar restrito à rua ou ao salão de beleza.

Ela mora com Alessandro Mario Sant’Anna (23), em Barra Mansa, na casa que ela construiu com o dinheiro conquistado na rua. A prostituição em São Paulo, onde viveu dos 14 aos 23 anos, também pagou os 600 mililitros de silicone dos seios, o Metacril (substância sintética usada para preenchimento estético) nas nádegas e coxas e a plástica no rosto.

Milena e o companheiro Alessandro: ele não tem dificuldade de encontrar emprego Foto: Rafael Moraes / Extra

Milena e o companheiro Alessandro: ele não tem dificuldade de encontrar emprego Foto: Rafael Moraes / Extra

Desde que se conheceram pela internet em 2010, o marido de Milena nunca ficou desempregado, passando por três firmas diferentes.

– E eu não consigo – lamenta Milena.

Em Volta Redonda, segundo ela, uma travesti consegue R$ 4 mil por mês prostituindo-se. Já o salário base mais benefícios do vigilante, diz Alessandro, chega a R$ 1,4 mil. Mas, enquanto a oportunidade não chega, Milena treina para se manter em forma e longe da depressão.

– Caminho para manter meus 74 quilos. Levantar peso, não é sempre, para não ficar musculosa – conta ela, do alto de seu 1,76m, na academia improvisada pelo marido.

Alessandro herdou o gosto pelo trabalho como segurança do pai adotivo, um oficial do Exército que reprova o casamento do filho. A família de Milena apoia o casal e mora na casa ao lado.

Segundo a diretora do Sindicato dos Vigilantes de Volta Redonda e Sul Fluminense, Valéria Martins, o mercado de trabalho para mulheres já enfrenta preconceitos na profissão.

– As empresas só selecionam homens. Para cada 100 contratados, menos de dez mulheres conquistam uma vaga. Acredito que exista um preconceito ainda maior no caso de uma travesti.

Coordenador do projeto Damas, da Prefeitura do Rio, que busca a capacitação e a inserção de travestis no mercado de trabalho, Carlos Alexandre Lima diz que até mesmo empresas de recurso humanos criam obstáculos para fazer encaminhamento de travestis para vagas de emprego.

– A resistência das empresas é imensa. Nunca deixou de existir. A inexistência de tal dificuldade é exceção.

Cláudio Nascimento, coordenador do programa estadual Rio Sem Homofobia, diz que travestis e transexuais são o segmento mais perseguido na comunidade LGBT.

– Existe um estigma muito grande sobre elas. A maioria não consegue terminar o ensino fundamental. As que conseguem, encontram extremas dificuldades para inserção profissional – afirma Nascimento.

*Informações Extra

Festival Libercine, na Argentina, aposta na diversidade sexual 1

857151_537333089640123_2043906230_o

O Festival Libercine, que acontece nesta semana, transforma Buenos Aires em uma vitrine internacional de produções que apostam na diversidade sexual, mas também buscam visualizar todo o caminho que falta percorrer para erradicar a violência por razões de gênero e identidade.

Cerca de 150 filmes serão exibidos na 5ª edição do festival, que tem como convidado especial o diretor americano Mark Freeman, que apresentará o premiado documentário “Transgender tuesdays”, ainda inédito na América Latina.

Os argentinos Marcelo Mónaco e Marco Berger apresentarão em estreia mundial “Violetas”, enquanto a compatriota Mónica Lairana assina o curta-metragem inaugural, “María”, um cruel olhar sobre as redes de tráfico de mulheres e sobre o exploração que são submetidas.

“Não foi casual, foi uma decisão política”, disse à Agência Efe o diretor do Libercine, Néstor Granda, sobre a seleção da filme de abertura do festival. “Queríamos nos posicionar pelo caso de Marita Verón”, explicou o diretor hispânico-argentino, em referência ao emblemático julgamento por tráfico humano que em dezembro gerou uma forte comoção na Argentina pela absolvição de todos os condenados.

O aborto, outro dos temas presentes na agenda argentina no último ano, é o eixo central do documentário “Regarde, Elle a les Yeux grand ouverts”, do francês Yann Le Masson, que foi projetado no domingo.

Le Masson reivindicou neste filme de 1977 o direito das mulheres para decidir sobre seu próprio corpo através de um coletivo francês que pratica abortos e partos fora de casa. A militância pelos direitos humanos e do coletivo LGTB é uma das características do festival há cinco anos, por conta de um caso ocorrido na Universidade Nacional de Córdoba (uns 800 quilômetros ao noroeste de Buenos Aires).

Granda recebeu um chamado da Universidade por um caso de discriminação contra uma aluna transexual e usou o cinema para descrever a tensão gerada pelo episódio. A pequena mostra de 1998 se transformou em festival intenerante dois anos depois, com edições em distintas cidades do país.

“Nos parece importante sair de Buenos Aires porque nas províncias acontecem coisas piores, há mais discriminação, sobretudo nas nortistas, que são muito conservadoras e a Igreja Católica tem muita influência”, explicou o diretor.

Nos últimos cinco anos, a Argentina aprovou a lei do casamento igualitário entre pessoas do mesmo sexo e a lei de identidade de gênero, que permite aos argentinos mudar o nome para se adequar a sua real identidade.

“Avançamos muito, mas segue existindo homofobia e transfobia”, disse Granda após destacar que o festival mantém “um propósito educativo” para que sejam reconhecidos os direitos de todas as pessoas.

Os cineastas latino-americanos se destacam na programação do festival e participam, entre outros, o mexicano Jaime Fidalgo com “Animal within”; o chileno Julio Jorquera, com “Meu último round”; o brasileiro Marcelo Caetano, diretor de “Na sua companhia”; o venezuelano J.G. Hernández, “La gran victoria”, e José Ignacio Correa, do Equador, autor do curta “Jackie”.

Além disso, o Libercine conta também com mesas redondas e exposições e ao longo de 2013, será reeditado em outras províncias argentinas.

Fonte: EFE

Travesti eleita Princesa Gay no Rio é espancada e jogada em linha de trem 4

Melissa postou sua foto no ensaio na Sapucaí com faixa de Princesa Gay (Foto: Reprodução / Facebook)

Melissa postou sua foto no ensaio na Sapucaí com faixa de Princesa Gay (Foto: Reprodução / Facebook)

A travesti Melissa (Mel) Freitas, nome social de Thiago Freitas, eleita princesa gay do carnaval de 2013, foi espancada e jogada de uma passarela sobre a linha do trem em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, na madrugada da última quinta-feira (31). Segundo policiais da 34º DP (Bangu), ela foi vítima da agressão após sair da quadra da escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel por volta das 2h.

Em depoimento, Melissa contou que estava em um conhecido ponto de prostituição de travestis entre as estações Guilherme da Silveira e Padre Miguel, quando dois homens pararam em um carro e vieram até o meio da passarela, que fica entre as ruas Ubatuba e Coronel Tamarindo.

Eles propuseram um programa sexual com a travesti, que caminhou em direção aos homens. No meio do caminho, a vítima desconfiou da aparência deles e negou o programa. Logo depois, os homens iniciaram as agressões que culminaram no empurrão na linha do trem.

Retrato falado de um dos agressores(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Retrato falado de um dos agressores
(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Ainda segundo a polícia, há fortes indícios de que o crime de tentativa de homicídio tenha sido motivado por homofobia, e está em busca dos suspeitos. Os retratos falados indicaram que os agressores têm pele branca e altura na faixa de 1,85 m.

Um taxista que passava pelo local acionou os bombeiros e Melissa foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Ela teve os pés e a bacia fraturados e precisa de cirurgia. De acordo com amigos, deve ser transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde deve ser submetida a uma cirurgia.

Criminosos têm pele branca e altura na faixa de1,85 m (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Criminosos têm pele branca e altura na faixa de
1,85 m (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Bárbara Sheldon, amiga da vítima e Rainha Gay 2013, não acredita que o crime tenha sido premeditado e disse que Melissa seria uma das musas da Mocidade Independente de Padre Miguel e desfilaria também na escola de samba Unidos de Padre Miguel. Bárbara disse que esse tipo de crime foi uma surpresa. “O Rio de Janeiro é uma cidade muito tranqüila em relação a isso. Ficamos chocados com esse ato homofóbico.”

Fonte: G1

No Paraná, grupo mata mulher ao descobrir que ela era transexual 6

Nicole Borges (20 anos) foi morta em Curitiba devido à sua orientação sexual | Foto: Reprodução

Nicole Borges (20 anos) foi morta em Curitiba devido à sua orientação sexual | Foto: Reprodução

A jovem Nicole Borges (20 anos) foi mais uma vítima da transfobia no Brasil. Ela foi brutalmente assassinada em Curitiba, no Paraná, no momento em que uma quadrilha de criminosos descobriu o sexo biológico da transexual. O delegado da Delegacia de Homicídios da capital paranaense, Rubens Recalcatti, disse que o crime ocorreu porque a vítima foi “confundida” com uma mulher pelos assassinos. Quatro homens são suspeitos pelo homicídio.

“A quadrilha envolvida fez contato em Araucária com a travesti para ir numa balada no centro de Curitiba, acreditando se tratar de uma mulher. Na festa, eles beijaram e abraçaram a vítima, até que um amigo dos envolvidos, que também estava na balada, contou que se tratava de uma travesti”, explicou o delegado.

Após a descoberta, eles foram na casa de um dos integrantes em Colombo, na região metropolitana, pegaram três armas e se dirigiram para a estrada da Olaria, na capital paranaense. No local, executaram Nicole de forma cruel. “A vítima foi tirada a força de dentro de um veículo. Eles deram um tiro na nuca e depois outro integrante efetuou mais quatro ou cindo disparos contra ela. Um dos carros passou no cima do pé dela, não sei se propositalmente”, contou Recalcatti.

Depois do assassinato, os suspeitos assaltaram uma farmácia em Colombo. De acordo com o delegado, o grupo já era conhecido criminalmente. Uma das vítimas reconheceu um dos assaltantes circulando na rua e chamou a polícia. Na abordagem, a quadrilha entrou em confronto com a polícia.

Os suspeitos foram identificados como Maicon dos Santos Straub, 20 anos, Sidney Augusto Bueno, 30 anos, Daniel Morais dos Santos, 26 anos, e Jeferson R. Monteiro, 26 anos. Daniel ficou ferido e está hospitalizado. Já Jeferson morreu no local do confronto. Os outros dois estão presos em uma carceragem da Polícia Civil da região metropolitana.

Com informações do Terra

Travesti é agredida duas vezes, em menos de três meses, no Paraná Resposta

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

A travesti Andrielly Vogue, ex-candidata à Câmara Municipal de Curitiba, alega ter sido, mais uma vez, vítima de transfobia. Ela foi agredida em frente à sua casa, no balneário de Ipanema, no Pontal do Paraná (PR), na madrugada de segunda-feira (21).

Andrielly conta que se preparava para dormir, quando a sua casa começou a ser apedrejada. Ela também ouviu pessoas gritando: “É aí que mora o traveco!” Quando foi ver o que acontecia e pedir que as pessoas não destruíssem a sua residência, Adrielly alega que foi agredida. “Eram cinco homens e duas mulheres. Eles ficavam pedindo que elas batessem em mim. E elas ficavam dizendo ‘você é homem, não pode bater em mulher’, relatou Adrielly ao Paraná Online.

A vítima conta que, depois da terceira agressão, pegou uma garrafa que o próprio grupo derrubou no chão e acertou uma das moças. Assim como Adrielly, a jovem também foi cortada pelos estilhaçoes e ambas passaram por suturas no mesmo hospital. Andrielly registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de Ipanema.

Ano passado

Em novembro de 2012, Andrielly afirmou que foi agredida por um grupo de seis pessoas, em Paranaguá, no litoral do Paraná. “Fui atacada por cinco rapazes e uma moça. Levei socos, pontapés, ouvi injúrias e xingamentos”, contou.

Parnanguara, mas moradora da capital, Andrielly disse que estava na cidade litorânea há dez dias, trabalhando como ambulante na Festa de Nossa Senhora do Rocio. “Como no sábado estava chovendo e a festa mesmo já tinha acabado, decidi não abrir a barraca e dar uma volta. Foi aí que me encontraram e me espancaram. Ainda estou com as costas e os joelhos roxos”, relatou.

Segundo ela, o motivo mais provável do ataque seria homofobia ou transfobia, sentimento de aversão a travestis e transexuais, que incita a violência. “Não levaram dinheiro; só um boné e o meu celular de dois chips”.

A travesti foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a um hospital na Vila Divineia para atendimento. Depois de receber alta, voltou à capital e registrou o Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial, localizado no centro.

Procurada pela reportagem do Bonde, a Polícia Civil informou que recebeu o B.O., mas que o documento seria encaminhado à Delegacia de Paranaguá para investigação.

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia em São Paulo Resposta

André Baliera durante manifestação contra homofobia e transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

André Baliera durante manifestação contra homofobia e transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Manifestantes se reuniram neste sábado em um protesto, chamado #ChurrascãodasCabras, contra a homofobia e a transfobia em São Paulo. O nome do evento faz referência à matéria de novembro da revista Veja, na qual compara a relação entre um homem e uma cabra em argumento contra a união homossexual. O ato ocorreu no local em que o universitário André Baliera foi agredido por Bruno Portieri e o personal trainer Diego Mosca (veja a foto dos dois, clicando aqui). O estudante alega ter sido vítima de homofobia (veja o vídeo, clicando aqui). Os agressores negam que a agressão tenha sido motivada por homofobia.

Além de serem indiciados por tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe, os suspeitos serão processados pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania de São Paulo. De acordo com a pasta, se condenados, cada um dos agressores poderá levar multa que varia de mais de R$ 18 mil a R$ 55 mil.

Segundo a pasta, a multa por homofobia tem como base a lei paulista número 10.948/01, que pune “toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero”. A lei abrange todo tipo de ação “violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica” contra o homossexual.

Um dos organizadores do protesto, o advogado Luís Arruda, disse ao portal G1 que o PLC 122/06 precisa ser votado e aprovado pelo Senado: “A gente pede que a sociedade nos ouça e que o PLC 122, que iguala a homofobia e a transfobia ao racismo, seja votado pelo Senado e aprovado. A gente não quer privilégios, a gente só quer equiparação”.

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Manifestantes protestam contra a homofobia e a transfobia (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

“Essa discussão, que a gente tenta travar a todo o momento, infelizmente ela só acontece quando a violência acontece também. Ela só vem acompanhada da violência e isso é muito triste. Muito triste, principalmente para quem sofre ela”, completou o próprio André Baliera, durante a manifestação.

Casos de homofobia e transfobia são comuns

Segundo outros participantes da manifestação, episódios de homofobia e transfobia são comuns. Luís Arruda contou que já passou por agressões verbais “pelo menos três vezes em São Paulo”. “Só que, talvez porque eu tenho 1,91 m de altura, ninguém desceu do carro para me bater”, argumentou o advogado.

O artista plástico José Cavalhero e o professor de inglês John Bartholomew, que estão juntos há dez anos, também se lembraram de uma agressão assim. Eles contaram que, certa vez, jantaram juntos em um restaurante e, quando estavam no estacionamento, dois homens que estavam em outra mesa tentaram atropelá-los e fizeram agressões verbais.

“Acontece bastante, mas só que a gente fica com muito medo de tornar isso público, até para a família”, disse Bartholomew.

“Isso tem muito a ver com educação, com moral, com ideais de vida, com valores que a pessoa leva e prega para si. Enfim, é uma consequência de coisas, não é pontual”, completou Cavalhero.

Para os dois, mesmo com toda a militância, a situação dos gays no Brasil ainda é mais difícil do que nos países europeus, como Inglaterra e Alemanha. “Tem muito o que fazer, mas eu ainda acredito no Brasil”, concluiu Bartholomew.