Glória Perez pretende salvar vidas ao abordar universo trans em novela que estreia hoje Resposta

 

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Glória Perez

Diante dos dados de suicídios entre transgêneros, a autora da novela “A Força do Querer”, que estreia hoje, às 21h, na Rede Globo, Gloria Perez, diz que espera fazer por eles o que fez por dependentes químicos e portadores de transtornos mentais em O Clone (2001) e Caminho das Índias (2009). “Sei que vou salvar vidas. Ao criar uma empatia entre o público e os transgêneros, desejo permitir que essas pessoas sejam olhadas com compreensão”.

Gloria fala que preferiu começar o drama de Ivana, transexual vivida pela atriz Carol Duarte, já adulta. “Se fosse colocar isso na infância dela, muitos poderiam falar que eu estava manipulando o conflito. Tenho de pensar nos sentimentos adversos”.

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Carol Duarte estreia na TV como transexual

Ivana será incompreendida principalmente por sua mãe Joyce, interpretada por Maria Fernanda Cândido.”Novela no nosso país é algo que faz parte do nosso dia a dia. Então, à medida em que o folhetim se propõe a abordar uma questão, tenta abrir perguntas, e não fornecer respostas. Assim, a discussão se potencializa. Se a novela conseguir promover o debate, a missão está cumprida”, observa Maria Fernanda.

A trama também abordará o universo do transformista Nonato (Silvero Pereira). Ele sonha em montar um show. Chega do interior do Ceará e vira motorista do homofóbico e transfóbico Eurico (Humberto Martins). O personagem vai mostrar a diferença entre transgênero e travesti.

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Silvero Pereira estreia na TV como transformista

“Ele sai de sua cidade escorraçado, sua família não entende a necessidade que ele tem de se travestir. Como precisa do emprego de motorista, ele aceita trabalhar com esse homem homofóbico. Mais para a frente, seu patrão vai descobrir que ele não é Nonato, que ele é Elis Miranda, um artista transformista”, adianta Silvero Pereira.

Opinião

Excelente iniciativa da autora Glória Perez em tirar da invisibilidade uma parcela da população ainda marginalizada. Vamos ver como será a abordagem.

* Com informações do Notícias da TV

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O transformismo pode ser reconhecido como uma das práticas sociais de transgeneração, isto é, uma transcendência e/ou uma transgressão das categorias de gênero, quando alguém que, reconhecido como pertencente a um sexo biológico (homem ou mulher), representa por razões diversas e em circunstâncias variadas um papel social diferente. E assim brincando de ser diferente me reconheci nesta vertente artística, e dei início à uma carreira de Artista Transformista!

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Bem , desde criança eu já assimilava a diversidade existente no universo coletivo. Mesmo eu não tendo consciência do meu papel social/sexual entre os demais eu já tinha em mim uma total certeza de que eu não comungava das ideias e ações do grupo dos meninos. Meu interesse sempre foi ambíguo, sempre passei pelos gêneros com interesses relativamente iguais pelos mesmos. Minha descoberta na adolescência pela minha sexualidade e claro minha classificação de gênero não foi fácil, muitos conflitos, muitas questões. Mas sempre lidei com estes assuntos com leveza, o entendimento sempre foi a base para obter respostas. E foi assim me entendendo que me resolvi.

Ela como Junior

Ela como Junior

Não poderia me limitar à uma classificação de gênero se eu poderia ser os dois. E eu posso, simples! E a Arte me salvou das neuras. Me enveredei neste ramo profissionalmente em 2008, quando em minha cidade Natal (Volta Redonda – RJ) decidi participar do Miss Gay de minha cidade, eu que tinha objetivo de me tornar o Transformista mais bonito do País tinha que começar sendo primeiro o mais bonito da minha cidade. Talvez para perceber se tinha mesmo futuro (risos). E não é que ganhei ?! Me tornei Miss Gay Volta Redonda em 2008. De lá pra cá, vim acumulando alguns troféus e títulos estaduais até que em 2012 eu conquistei um dia títulos mais importantes de minha carreira, o Miss Espírito Santo Gay. Um título estadual que me possibilitou não só uma vaga para o concurso nacional, mas também todo conhecimento e experiência para me tornar uma Miss de fato.

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Infelizmente, devido a não captação total dos recursos para que evento pudesse ser realizado, a etapa nacional de 2012 não aconteceu estive que adiar por mais um ano meus sonhos. Mas valeu cada dia esperado, em agosto de 2013 fui consagrada Miss Brasil Gay. Uma festa linda, no maior templo da cultura universal, o palco de um teatro! O Cine Theatro Central de Juiz de Fora serviu de arena para o espetáculo. Foram mais de 2 mil espectadores aplaudindo minha performance e exigindo minha coroação na noite. Sonho realizado! O Miss Brasil Gay é um evento cultural importantíssimo no universo LGBT, não é um evento fútil que banaliza nossa arte, pelo contrário enaltece. O concurso foi idealizado por Chiquinho Motta nos anos 70 em plena ditadura militar, e resiste até hoje como uma forma de protesto e ascensão dos direitos homossexuais, tenho muito orgulho de ser parte desta história. Hoje como Miss Brasil, tenho projetos no âmbito social que visam diminuir as arestas que separam a sociedade em geral da nossa comunidade Gay, erradicar o preconceito levando cultura, arte e entretenimento para aqueles que tem uma visão marginalizada de nós. Não é um trabalho fácil, mas estamos lutando ativamente para mudar este cenário no Brasil.

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O preconceito ainda é muito forte e se estabelecer fora da esfera homossexual é muito difícil, em geral a mídia e os veículos de comunicação não dão espaço suficiente para que possamos apresentar nossos projetos, propostas, para ao menos abrir esta temática para o debate público. Contra partida estou escrevendo um livro relatando minhas experiências até conquistar minha coroa, onde também farei algumas menções, citarei alguns poemas e pensamentos meus, sempre tive uma veia filosófica, estou fazendo minha segunda faculdade desta vez Psicologia, é uma porta que se abre para outras questões, outros sonhos. O importante é viver mais rápido que os ponteiros do relógio! Porque se der tempo, eu conquisto o mundo!

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RJ: Parque Madureira recebe debate sobre homofobia Resposta

O Parque Madureira recebeu, na última terça-feira, a 1ª edição do ciclo de debates “Discutindo a Homofobia”, promovido pela Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual.

O debate contou com a participação do coordenador especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson; Luciana Mota, defensora pública e coordenadora do Núcleo da Defesa da Diversidade Sexual e dos Direitos Homoafetivos (NUDIVERSIS) Mario Luiz da Silva, delegado titular da 77ª Delegacia de Icarai; e Loren Alexsander, presidente do Movimento de Gays, Travestis e Transformistas (MGTT) e organizadora da Parada LGBT de Madureira. A mediação ficou por conta do jornalista Thiago Araujo.

O objetivo do encontro é levar ao público o entendimento sobre a questão da homofobia e debater sobre o aumento do número de crimes contra homossexuais.

O delegado Mario Luiz disse que a polícia está se preparando para este novo cenário da sociedade, já que nenhum policial se forma sem aprovação em disciplinas relativas à diversidade, orientação e identidade sexual.

Carlos Tufvesson, destacou que “não é preciso ser negro para lutar contra o racismo, não é preciso ser mulher para lutar contra o machismo, nem ser gay para lutar contra a homofobia”.

Fonte: SRZD