Brasil resiste em ampliar direitos dos LGBTs Resposta

Casamento entre pessoas do mesmo sexo e tipificação do crime de homofobia não devem tão cedo virar realidade no Brasil

Casamento entre pessoas do mesmo sexo e tipificação do crime de homofobia não devem tão cedo virar realidade no Brasil

Casamento entre pessoas do mesmo sexo e tipificação do crime de homofobia não devem tão cedo virar realidade no Brasil. Bancada religiosa do Congresso é um dos empecilhos para que LGBTs tenham mais direitos. Depois de Uruguai e Nova Zelândia, a França se tornou o 14º país do mundo a legalizar, no final de abril, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas leis como esta, e a que penaliza os crimes de homofobia, estão, de acordo com especialistas, longe de se tornarem realidade no Brasil, também devido à ação da bancada religiosa no Congresso.

– A legislação para o grupo homossexual é praticamente inexistente. O que ocorre são pequenas normas isoladas que regulamentam questões mais pontuais, como por exemplo, o direito previdenciário – afirmou Suzana Viegas, professora de Direito Civil da Universidade de Brasília (UnB).

Mesmo com o reconhecimento da união estável homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2011 considerado um avanço dos direitos dos homossexuais e bissexuais a garantia do casamento civil igualitário em âmbito nacional só será realmente possível após a aprovação de legislação específica pelo Congresso brasileiro.

Viegas explica que, mesmo tendo sido reconhecida a legitimidade da união homoafetiva pela mais alta corte brasileira, o STF, a sua conversão automática para o casamento depende do Judiciário de cada estado federal e, muitas vezes, prevalece o entendimento de que isso não é possível. “Claro que pode haver uma resistência desde o cartório até mesmo eventualmente de um juiz. Como não está padronizado no Brasil, isso gera uma insegurança jurídica muito grande.”

Tratamento contraditório

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) disse que a decisão do STF foi uma vitória para a comunidade, mas que é necessário que se reconheça também o casamento entre pessoas do mesmo sexo, já que a união estável garante menos direitos do que o casamento.

Em alguns estados, como São Paulo, Piauí e Distrito Federal, é possível converter a união civil estável em casamento. “O país está muito aquém de outros países no âmbito internacional, principalmente na América Latina, quanto à legislação que garanta os direitos da comunidade homossexual”, acrescentou Carlos Magno, presidente da ABGLT.

A tipificação dos crimes de homofobia – popularmente conhecida como Projeto de Lei (PLC) 122/06 – foi aprovada pelos deputados e agora está na mão dos senadores. Esta é outra bandeira importante, segundo Carlos Magno. “Defendemos a aprovação da PLC 122/06, porque vivemos em um país com extrema violência [contra os LGBTs].”

Viegas afirma ainda que o crime de racismo é punido severamente, já a homofobia não tem o mesmo tratamento. “Há carência de regulamentação de direitos [dos LGBTs], que lhe são devidos como condição humana e para a dignidade. São coisas muito delicadas, que no Brasil estão sendo tratadas de maneira contraditória”, explicou Viegas, da UnB.

Bancada religiosa no Congresso é empecilho

Os parlamentares ligados a instituições religiosas já representam um quinto do Congresso brasileiro e especialistas dizem que as bancadas religiosas são uma das barreiras para a implementação das leis defendidas pela comunidade LGBT, como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo e as contra a homofobia.

– Não são todos os religiosos, mas os que se aliam ao setor conservador da sociedade para barrar todas as nossas conquistas. Ao reconhecer direitos da comunidade, ninguém perde direitos. Além de não querer aprovar as nossas leis, alguns deputados têm apresentado projetos, por exemplo, que instituem casas de recuperação para homossexuais – criticou Carlos Magno, da ABGLT.

Viegas se diz preocupada ao ver que o deputado federal Marco Feliciano ainda está à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDH). “Isso é sinal de que as coisas não vão bem. Ele foi eleito legitimamente para o cargo. Não é obrigatório estar no lugar um militante dos direitos dos homossexuais, mas sim uma pessoa mais consciente, de forma geral, dos direitos de grupos sociais mais vulneráveis.”

O professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Carlos Malheiros, diz que o Congresso não deve estudar em breve a legislação sobre casamento homossexual, já que é um assunto sensível e que tira muitos votos dos parlamentares.

– A situação estará completamente resolvida, não por legislação, mas sim pela normatização [da união estável em casamento] pelas Corregedorias-Gerais de cada estado brasileiro. Eu tenho minhas dúvidas se esse tema iria ser aprovado pelo Congresso, pelo fato de grande parte da sociedade não aceitar a questão e o legislador não querer se envolver nela – concluiu Malheiros.

*Informações: Correio do Brasil

Homofobia será tema de enredo de escola de samba em São Paulo Resposta

logo_em_cima

O engajado Grêmio Recreativo Cultural e Beneficente Escola de Samba Em Cima da Hora Paulistana, de volta ao Carnaval após dois anos de afastamento, já abordou enredos sobre as cotas universitárias para os menos favorecidos e o preconceito racial, definiu o tema que irá embalar a sua próxima a apresentação: homofobia

Para disputar o título do grupo 4, organizado pela União das Escolas de Samba Paulistanas, Uesp, na Vila Esperança, a “Coruja do Samba”, comandada por Jair Santos levará para a avenida o enredo “Homofobia é Crime…Amai-vos uns aos Outros…como eu vos amei”.

Segundo o presidente da escola sediada no Grajaú, zona sul de São Paulo, objetivo do desfile será abraçar aqueles que se sentem discriminados, agredidos e humilhados, simplesmente por amar diferente das tais convenções sociais e religiosas.

“Novamente traremos um tema polêmico, porém, necessário de ser colocado as claras, pois a nossa agremiação não se intitula defensora da classe GLSBT, mas sim defendemos a vida humana como majoritária em qualquer situação, contra violência de qualquer gênero ou natureza”, afirma Jair.

A pretenção da diretoria da agremiação é mostrar que a homofobia tem que ser criminalizada por leis que inibam, coibam e punam agressores, assassinos e intolerantes.

“A intenção de nossa agremiação não é defender, ou levantar bandeira alguma. Queremos gritar contra a homofobia, com leveza, sem atacar ninguém, mas ao mesmo tempo levantando a discusão de que não são religiosos, políticos ou seja lá quem for que tem a sabedoria máxima para condenar qualquer forma de amar. Repugnamos qualquer tipo de preconceito”, explica.

Embalado pela magia do Carnaval, Jair revela detalhes que estão sendo preparados para o desfile.

“A luta contra a intolerância será retratada na comissao de frente. As alegorias retratarão personalidades brasileiras declaradamente gays e bisexuais. Vamos fazer menção a sábios pensadores e grandes homens da humanidade que tinham uma opção sexual diferente do que se classifica erroneamente, como nornal. Destaco também a citação do primeiro homofóbico da humanidade em uma ala e a presença de personalidades do universo gay paulistano que lutam contra o preconceito. Finalizaremos com a alegre e já tradicional celebração da parada gay enfatizando que estas pessoas, são seres humanos, brasileiros quem pagam impostos na mesma carga tributária que qualquer cidadão brasileiro”, finaliza.

Breve a diretoria da Em cima da hora paulistana divulgará detalhes sobre o processo de criação do samba-enredo e eventos temáticos que irão movimentar a quadra de ensaio nos próximos meses.

*Informações SRZD

Iniciativa da Nike promete por homofobia em cheque no esporte Resposta

Liz Carmouche: "Nike, se vocês estão procurando uma atleta gay para patrocinar, eu sou a primeira assumida do UFC. Lutei no primeiro combate feminino do mundo"

Liz Carmouche: “Nike, se vocês estão procurando uma atleta gay para patrocinar, eu sou a primeira assumida do UFC. Lutei no primeiro combate feminino do mundo”

A legalização do casamento gay na França — o país é o 14º a aprovar a união entre pessoas do mesmo sexo — tornou-se mais um passo na busca para acabar com a homofobia pelo mundo. O esporte também trava a sua batalha contra a discriminação. Gay assumido, Rick Welts, presidente do Golden State Warriors, time da NBA, contou em entrevista à gigante da comunicação Bloomberg que a Nike — maior patrocinadora esportiva do planeta — tem apoiado iniciativas de revelação de homossexualidade em público. De acordo com ele, a empresa colocaria em foco as oportunidades positivas que poderiam aparecer a partir disso.

A declaração de Welts à imprensa tem repercutido muito entre atletas. Tanto que a pioneira no UFC feminino Liz Carmouche se apressou em reforçar no twitter ser homossexual. Ela disse que adoraria um novo patrocínio. Na rede social, a lutadora escreveu: “Nike, se vocês estão procurando uma atleta gay para patrocinar, eu sou a primeira assumida do UFC. Lutei no primeiro combate feminino do mundo”. Carmouche, entretanto, não está sozinha nas artes marciais mistas. A transexual Fallon Fox já causou polêmica. Alguns acreditam que ela deveria lutar na categoria masculina, enquanto outros defendem a atuação na categoria feminina.

O especialista em marketing esportivo Paulo Henrique Azevedo define a estratégia da Nike como 90% mercadológica e 10% social. “Pessoas favoráveis a esses movimentos estarão mais simpáticas à empresa, que pode vender mais, mas não sei em que medida isso pode ser um benefício para atletas”, analisa. De acordo com ele, a marca pode, inclusive, acabar financiando a carreira de competidores heterossexuais que se proclamarão gays apenas para conseguir patrocínio.

Na opinião de Azevedo, ser talentoso ainda é suficiente para se obter o patrocínio de uma grande marca. “Se eles apoiarem um atleta ruim que se assumiu gay, isso é puramente mercadológico. O que eles querem é patrocinar alguém que fidelize o cliente”, diz. Os benefícios, de acordo com o especialista, ficam apenas para a empresa. “Talvez alguns atletas não estejam bem em esconder a homossexualidade, mas eu realmente não entendo como uma pessoa pode se beneficiar com a jogada da Nike.”

Anonimato

Enquanto para esportistas assumir a condição de gay tem se tornado cada vez mais comum, o mesmo não acontece entre os torcedores. O anonimato tem sido usado por eles para criar perfis no Facebook com o objetivo de combater o preconceito. Tudo começou com a página “Galo Queer”, no ar há cerca de duas semanas. “Fui ao estádio e fiquei muito incomodada com a naturalidade com a qual a homofobia é tratada e praticada”, conta a criadora do perfil, que não quis se identificar.

O que ela não imaginava era que tantas mensagens de amor e ódio iam se propagar tão rapidamente a partir da sua página. O perfil tem 5 mil curtidas e deu origem a pelo menos mais 10 do gênero. “Ficamos muito felizes de ver que o movimento se espalhou. Pelo visto, havia uma demanda reprimida de um movimento como esse”, explica a internauta. Se por um lado o incentivo anima, por outro, a violência ainda assusta. “Foram muitas as mensagens de ódio, muitas ameaças.”

A ideia é que o movimento chegue aos estádios e às torcidas organizadas. “Temos que fazer isso de forma segura, então, acreditamos que esse ainda não é o momento. Trabalhar a questão com o clube também está entre as nossas vontades. Vamos ver se dá certo”, comenta.

Se uma página chamada “Galo Queer” já criou tanta controvérsia, imagine a “Bambi Tricolor”, criada por uma são-paulina para combater o preconceito contra torcedores da equipe do Morumbi. No perfil, Aline — que prefere não divulgar o sobrenome — escreveu: “Se, até agora, Bambi foi um apelido usado para discriminar, por que não adotá-lo com orgulho e desarmar o preconceito?”

Aline conta que não tem sido fácil administrar as reações dos torcedores. “Tem gente achando que eu sou corintiana, ofendendo, mas acho que foi muito positivo o uso da palavra ‘Bambi’. É um jeito de neutralizar as ofensas”, comenta a professora. Ela se diz assustada com a violência nos estádios. “Senti na pele a homofobia naturalizada. A aversão está lá. O futebol ainda é machista e homofóbico.”

Para o criador da página Bahia Livre, que também não quis se identificar, o anonimato ajuda na hora de promover uma torcida sem homofobia. “É um ambiente que dá segurança para iniciar essa luta, mantém o anonimato dos integrantes, mas uma hora precisaremos nos organizar presencialmente”, afirma.

Opinião

A iniciativa da Nike é excelente, pois incentivar atletas a saírem do armário é dar exemplo à sociedade de que os LGBTs são seres normais, como os heterossexuais. Esses atletas também servirão como exemplo para milhares de pessoas que sofrem discriminação e como referência a jovens e crianças LGBTs.

Secretaria de Direitos Humanos apresenta proposta contra homofobia Resposta

Uma proposta de novo texto para o projeto de lei que quer criminalizar a homofobia, foi entregue no Senado pelo Conselho LGBT, órgão que integra a estrutura da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH). A iniciativa tem a chancela da SDH, segundo a assessoria de imprensa da própria secretaria. O projeto tramita desde 2006.

Nos últimos anos, virou alvo de intensa polêmica que separa, de um lado, militantes de direitos humanos e dos direitos LGBT e, do outro, principalmente congressistas evangélicos. O projeto está, atualmente, na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Foi para o relator do projeto nesta comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), e para a senadora Ana Rita (PT-ES) que a proposta de texto, na forma de um substitutivo ao projeto original, foi entregue.

A proposta do conselho estabelece uma lei própria contra crimes de ódio e intolerância praticados “por discriminação ou preconceito de identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência ou motivo assemelhado”. Ou seja, o projeto dilui a homofobia entre crimes contra outras ditas minorias – e não mais acrescenta novos artigos à lei contra crimes raciais.

Diálogo

Estratégia semelhante foi traçada no passado, mas não houve sucesso na aprovação final do projeto. Gustavo Bernardes, presidente do Conselho LGBT, diz que a ideia é se mostrar aberto ao diálogo com os segmentos contrários ao projeto. Uma concessão feita foi explicitar que não a manifestação de afetividade pode ser negada em templos.

Assim, diz a proposta, constitui crime de intolerância “impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade, identidade de gênero ou orientação sexual em espaços públicos ou privados de uso coletivo, exceto em templos de qualquer culto, quando estas expressões e manifestações sejam permitidas às demais pessoas”.

Bernardes se disse otimista após a conversa com o senador Paim. Prazo Paim afirma que a intenção é construir consensos para conseguir aprovar o projeto no Senado e na Câmara até o final de 2013. O relator diz que recebeu a proposta do conselho da mesma forma como recebeu outras e explica que vai dialogar, também, com a bancada evangélica.

A ideia é estruturar o projeto “na linha de combater o ódio, a violência, a homofobia, e assegurar a liberdade da orientação sexual de cada um”. O senador diz acreditar que é possível construir consenso sobre a proposta, apesar de isso não ter sido alcançado até hoje. “Ninguém prega o ódio e a violência”, argumenta ele. Em 2012, apesar de receber aval extra-oficial do Palácio do Planalto, o projeto de criminalização da homofobia não avançou.

Fonte: Folhapress

Opinião

É simples, se você não dissemina o ódio, não é homofóbico, não há motivo para se preocupar com o PLC 122/06, afinal de contas, ele visa proteger uma parcela da população vulnerável e vítima de muita violência.

‘Todo travesti é uma vítima da pedofilia’, diz senador Magno Malta 1

Em discurso na tribuna do Senado, senador Magno Malta (PR-ES).

 

O senador Magno Malta (PR-ES), que afirmou nesta terça-feira que vai se candidatar ao governo do Espírito Santo ou à presidência da República em 2014, fez declarações polêmicas ao SRZD em relação aos homossexuais. O senador, que presidiu a CPI da Pedofilia, afirmou que os travestis “com certeza” foram abusados na infância ou na adolescência, estabelecendo uma relação entre a orientação sexual e a pedofilia. Malta fez as afirmações ao comentar sobre uma decisão da Justiça holandesa que autorizou a existência de uma associação de pedófilos no país.

“Quando a gente encontra um jovem travesti, com certeza é uma vítima da pedofilia. A criança abusada pode virar um abusador e começa uma geração de pedófilos. Pedofilia não é propriamente homossexualismo, mas conduz para a mesma prática”, declarou Magno Malta.

O parlamentar ainda fez referência a gays, lésbicas, transexuais e travestis como uma “geração” criada a partir da pedofilia. “A pedofilia causa verdadeiramente a desintegração da sociedade criando uma geração de homossexuais, transexuais, casais de lésbicas, gays e milhares de travestis, gerando um grande universo de prostituição e desvio de conduta”, expressou Malta.

mm_e_dilma_280

 

As opiniões manifestadas por Magno Malta foram criticadas por especialistas na mente humana. O psicólogo clínico e doutor em Psicogenética Esequiel Laco ressalta que as afirmações do senador não procedem e que não há regras para prever as reações desenvolvidas em crianças e adolescentes abusados sexualmente. “Pode ser que haja casos em que o homossexual foi vítima de pedofilia e casos em que não foi. Não tem essa regra nem para o hétero nem para o homossexual. Há heterossexuais que foram abusados e não são homossexuais, assim como há pessoas que foram abusadas e são homossexuais”, explicou Laco ao SRZD.

A coordenadora do curso de pós-graduação em Psicossociologia da Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Marília Antunes Dantas, afirma que não há, na literatura médica, qualquer indicação de que uma criança abusada na infância necessariamente se tornará homossexual ou pedófila quando crescer.

“Esse senador não tem a menor capacidade de falar sobre isso. Ele ignora toda a complexidade da sexualidade. A gente não pode considerar um único caminho para a homossexualidade. Existem rapazes, por exemplo, que são estereotipados, que chegam a ser uma caricatura de uma figura feminina que nem é assumida pelas mulheres. Existem outros que não têm esses trejeitos e têm como objeto de desejo um homem”, destaca a professora ao SRZD.

A especialista também critica o termo “homossexualismo” utilizado pelo parlamentar, que dá uma conotação de doença à orientação de pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo. “A homossexualidade tem várias nuances, que, segundo a psicanálise, não tem nada a ver com doença. Isso faz parte das identificações que a pessoa faz e que vão levá-la a formar uma identidade sexual”, diz a psicanalista.

Esequiel Laco acrescenta que a pedofilia é um transtorno que afeta não apenas homossexuais, mas também homens e mulheres heterossexuais. “Nós todos sabemos de casos de homens que só investem em meninas, mulheres que se aventuram com meninos […] É a questão afetiva do pedófilo que não está sendo discutida, de ter uma inserção social na época certa, e vai fixando no modelo infantil sob certa timidez […] Não há domínio da literatura por parte das pessoas fora da área, que colocam a religião como argumento. É mais fruto da ignorância de quem não estuda e quer se posicionar”, conclui o psicólogo.

Países não têm estratégia comum para combater violência contra homossexuais Resposta

 

mapa_do_mundo_pt

A violência contra os homossexuais passa por diferentes formas de enfrentamento no mundo. Representantes de países da União Europeia e das Américas trocaram ontem (4/4) experiências sobre o combate ao problema e mostraram que é grande a diversidade de políticas e ações adotadas pelos governos.

Em todo o mundo, 76 países criminalizam as relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo e cinco países impõem até mesmo pena de morte a esses casos. O levantamento foi apresentado pela chefe da delegação da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias. Ela também apresentou a experiência positiva da União Europeia que aprovou legislação que proíbe discriminação no trabalho incluindo a discriminação por orientação sexual. Para ingressar no bloco, o país tem que concordar com essa determinação.

“A União Europeia tem feito um grande trabalho nessa área, sobretudo nas últimas duas décadas. É um trabalho que exige uma mudança de mentalidade”, disse Ana Paula.

Também na Europa, a Espanha tem um caso bem sucedido na área de violência aos homossexuais. Em Barcelona, a polícia tem sido preparada para atender de forma diferenciada casos de homofobia. “A polícia garante o registro da violência respeitando as especificidades dessa população de forma que as pessoas não sejam vítimas de violências duas vezes”, explica Miguel Vale que apresentou no encontro a experiência europeia de combate à violência homofóbica.

A diretora do Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba e filha do presidente Raúl Castro, Mariela Castro, relatou que Cuba teve uma colonização fortemente patriarcal e homofóbica, mas o governo trabalha em legislações e com estratégicas educativas para garantir os direitos dos homossexuais. Todos os meses de maio acontece no país uma jornada de eventos e discussões sobre o tema motivado pelo Dia Internacional contra a Homofobia, celebrado no dia 17 do mesmo mês.

“Estamos trabalhando em leis, em diferentes tipos de normas e a mais forte é uma estratégia educativa permanente para promover o respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero que começamos em 2007. Isso está ajudando muito toda a sociedade cubana a discutir o tema”, contou Mariela Castro.

No Brasil, o pacto estabelecido com 15 estados para formar policiais para ações em crimes de caráter homofóbico foi citado pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. A ministra destacou que o Brasil precisa agora priorizar a aprovação de uma legislação especifica para os crimes motivados pela orientação sexual.

“Se não tivéssemos a Lei Maria da Penha estaríamos ainda falando de violência doméstica como algo que não diz respeito à esfera pública do Estado. Assim, o Brasil precisa também ter uma legislação específica contra a homofobia”, disse a ministra.

O Seminário LGBT Brasil – União Europeia segue até amanhã (5) com a troca de experiências entre os participantes.

Fonte: Agência Brasil

Privilégio para os gays? Veja o vídeo enviado pelo leitor Rick Bauler Resposta

Faça como o Rick, estudante do Rio de Janeiro, envie seu vídeo, seu texto, sua foto, sua denúncia, sua crítica, seu elogio ou sua sugestão para oblogentrenos@gmail.com Basta dar o seu nome (se quiser anonimato em caso de denúncia, beleza), sua profissão, sua cidade e seu estado.

Paim quer dar nova redação ao projeto que criminaliza a homofobia 1

O relator no Senado diz manter diálogo tanto com os LGBTs, quanto com religiosos fundamentalistas, e que pretende que a nova lei combata a violência e o ódio em coerência com os direitos humanos Alan Sampaio / iG Brasília

O relator no Senado diz manter diálogo tanto com os LGBTs, quanto com religiosos fundamentalistas, e que pretende que a nova lei combata a violência e o ódio em coerência com os direitos humanos Alan Sampaio / iG Brasília

O senador Paulo Paim (PT-RS) está disposto a dar uma nova redação à proposta que criminaliza a homofobia, em tramitação no Congresso Nacional há quase 12 anos. Paim é relator da proposta que está na Comissão de Direitos Humanos da do Senado.

“A minha intenção é construir um substitutivo. Houve o projeto original, a Marta Suplicy (PT-SP) fez outra redação e eu estou me propondo a fazer outra redação. Se me perguntarem qual é o texto do projeto, eu ainda não posso te dizer. Só digo que vou construir na seguinte linha: combate à homofobia, combate à violência e ao ódio”, disse o senador que tem se reunido com grupos contrários e a favor da proposta.

Paim cobra solução de consenso para projeto de criminalização da homofobia

+ Relator do PLC 122/06, Paulo Paim, elogia discurso de Obama, mas não cobra nada da presidenta Dilma

+ Mudanças feitas por Marta Suplicy no PLC 122/06, que será votado hoje, permite que religiosos continuem discriminando os LGBTs

A maioria dos evangélicos não é homofóbica’, diz Marta Suplicy

Paim tem obtido êxito ao propor ou relatar propostas relativas aos direitos humanos, como a Lei das Cotas e o Estatuto da Igualdade Racial. Por isso, ele acredita que poderá obter a aprovação de seu relatório na comissão e até no Plenário do Senado ainda neste ano. “Vou buscar parceria com todos, os que pensam de uma forma e o que pensam de outra forma”.

Todos, na definição de Paim, são os grupos LGBTs e os defensores dos direitos humanos, interessados na aprovação da proposta, e seus opositores, na maior parte das vezes grupos religiosos fundamentalistas.

“Trata-se de um projeto que não divide governo e oposição. As posições foram radicalizadas entre aqueles que são favoráveis à livre orientação sexual e aqueles que são contra, por uma questão de fundo religioso”, disse o senador.

Além disso, Paim espera aproveitar as discussões sobre o novo Código Civil, que ocorreram no Senado, para detalhar o conceito de homofobia. “A comissão que vai elaborar o novo Código Civil vai discutir a questão da homofobia, qual é a abrangência da homofobia, até onde isso vai. Nessa discussão pode existir algo que vai nos ajudar a refazer esse debate”, justificou.

A ideia de tornar crime a discriminação devido a orientação sexual, da mesma forma que é crime a discriminação por motivo racial, está em tramitação no Congresso desde 2001, quando a proposta foi apresentada pela deputada Iara Bernardi. (PT-SP).

Aprovada no Plenário da Câmara em 2005, a proposta prevê punições para situações como dispensa de empregados por motivo de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, proibição de ingresso ou permanência em qualquer ambiente público ou privado, discriminação em sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional, a recusa de hospedagem, além de impedimento ou restrição de manifestação de afetividade homossexual, quando estas expressões e manifestações forem permitidas aos demais cidadãos.

No Senado, o PLC 122/2006, já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Caso seja aprovado na Comissão de Direitos Humanos, terá que ter o aval da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, antes de seguir para o Plenário.

Desde o início, os ânimos exaltados marcaram as discussões sobre o assunto, nas diversas audiências públicas realizadas na Câmara e no Senado.

“Eu não pretendo fazer audiência pública, eu acho que não rende mais. Só eu já presidi mais de uma dúzia. Eu pretendo conversar, reunir, dialogar com muita gente aqui, mas repito, falar, falar muito, na linha dos direitos humanos. O que vai pautar a minha redação final vai ser a linha dos direitos humanos”, enfatizou o senador.

Missão impossível

Tomara que o senador Paim consiga o que parece impossível: um texto que agrade tanto aos LGBTs e aos defensores dos direitos humanos, quanto aos evangélicos fundamentalistas. Se discriminação por raça, etnia, procedência nacional e religião (essa parte da lei os evangélicos devem gostar) já são crimes, por que a orientação sexual e a identidade de gênero (dois grupos vulneráveis, basta ver os inúmeros casos de homofobia e transfobia que ocorrem no Brasil diariamente) não podem entrar neste grupo?

Não me venha falar em liberdade de expressão. Se você prega o amor, como Jesus ensinou e não o ódio, não há o que temer.

Informações: iG

Casos de homofobia geram manifestos nas ruas e redes sociais 1

Caso de Kyvia Torres Rego gera manifestação na Esplanada dos Ministérios e abaixo-assinado no site Avaaz.org

Caso de Kyvia Torres Rego gera manifestação na Esplanada dos Ministérios e abaixo-assinado no site Avaaz.org

Semana triste e revoltante no Distrito Federal e entorno! Dois casos de homofobia contra lésbicas, um no estacionamento da UnB e outro em Valparaíso (GO), repercutiram bastante na imprensa local e chocaram familiares, homossexuais e simpatizantes. A violência contra LGBT em Brasília é tema de protesto no próximo domingo 24 e abaixo-assinado na internet.

A manifestação acontece em frente ao Palácio do Planalto, Esplanada dos Ministérios, a partir das 14h. Já no site Avaaz.org uma petição reúne assinaturas para exigir sindicância no caso de Kyvia Torres Rego, que, durante ação policial, teve parte de dois dedos decepados em uma porta do carro. Para saber mais e/ou assinar, clique aqui.

*Fonte: Parou Tudo

Rafael Correa, presidente reeleito do Equador, defende gays em discurso Resposta

Rafael Correa

Rafael Correa

Eleito para o terceiro mandato, o presidente do Equador, Rafael Correira, pediu desculpas “a comunidade de orientação gay por uma gafe homofóbica cometida no início do ano”.

Correa quis deixar claro que se esforça para que as pessoas da diversidade sexual tenham igual tratamento como outros cidadãos.

Ele admitiu que admira as pessoas de condição sexual diferente e reconheceu que são nascidos e criados “com estigmas”, mas que vai trabalhar para erradicá-los.

Durante a eleição presidencial, o charmoso presidente equatoriano enfrentou oposição de diversos candidatos, dentre eles, o pastor evangélico fundamentalista Nelson Zavala, do PRE, manteve até o final de seus atos de campanha sua postura em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, que segundo ele sofrem de “desorientação sexual”. “Estas pessoas precisam de um governo que as ajude a ser um homem ou uma mulher de verdade”, afirmou.

Para você ver, baixaria não é exclusividade de eleições brasileiras.

*Com informações do Toda Forma de Amor

EUA: Pequena cidade no Kentucky adota lei anti-homofobia 1

Antiga sala de bilhar onde são realizadas as reuniões da Comissão da cidade de Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Antiga sala de bilhar onde são realizadas as reuniões da Comissão da cidade de Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Em uma antiga sala de bilhar onde hoje fica a prefeitura de Vicco, uma cidade de 335 habitantes, foi realizada a reunião da Comissão da Cidade. Comissários e convidados sentaram-se em cadeiras enfileiradas, compradas com desconto, e dispostas ao redor de uma mesa de reunião. Era permitido fumar no local.

A Comissão aprovou a ata de sua reunião e contratou uma empresa de construção local para arrumar a planta de esgoto e discutiu sobre o toque de recolhimento. Ah, e ela também votou para eliminar a discriminação contra qualquer pessoa com base na orientação sexual ou identidade de gênero – tornando Vicco o menor município em Kentucky, e possivelmente do país, em ter aprovado uma medida sobre o assunto.

Temos que admitir: a votação da Comissão anti-homofobia parece estar em desacordo com as ambições desta pequena cidade localizada nos campos de carvão dos Apalaches, comprimida entre Sassafras e Happy. Por um lado, Vicco abraça sua reputação de ovelha negra – por ser um lugar que possui cerca de dez assassinatos não resolvidos, de acordo com os moradores da cidade. Por outro, foi no condado de Perry, onde quatro em cada cinco eleitores rejeitaram a reeleição de novembro do presidente Barack Obama.

Mas a votação de 3 a 1 da Comissão de Vicco não só antecipou um tema central no segundo discurso inaugural do presidente (“Nossa viagem não estará completa até que os nossos irmãos e irmãs homossexuais sejam tratados como qualquer outra pessoa sob a lei …”), mas também apresentou um modelo legislativo para o Capitólio.

“Você discute, você chega em um consenso, você vota, e segue em frente”, explicou o prefeito, Johnny Cummings, que administra um salão de beleza. “Você tem que se dar bem.”

Cummings é um sobrenome bastante conhecido em Vicco. A mãe de Johnny Cummings, Betty, era uma professora. Hoje, ela sofre de demência e hoje passa a maior parte dos dias em seu salão. Seu pai, John, administrou vários negócios, incluindo um bar, e morreu de um golpe na parte de trás da cabeça, em 1990. Um dos assassinatos não resolvidos de Vicco.

Cummings é homossexual, algo que nunca escondeu e o tratamento rude dispensado a ele quando era adolescente não foi nada impossível de lidar. Após o colegial, ganhou uma bolsa de estudos para uma escola de beleza na Califórnia, mas voltou depois de dois meses. Apesar de ter vivido brevemente na Carolina do Sul, ele decidiu criar raízes em Vicco, onde, durante os últimos 25 anos, tem sido sócio de um salão chamado Scissors (Tesoura).

“Eu faço 20 viagens por dia” entre o salão e a Câmara Municipal”, disse. “Neste momento eu estou cuidando de uma senhora que quer colorir seu cabelo.”

Como prefeito, Cummings herdou uma cidade que não podia se dar ao luxo de deixar todas as suas luzes acesas. Além disso, 40% dos canos do sistema de água que gera dinheiro para a cidade através de vendas a clientes da região estavam vazando. “Como vou arrumar isso?”, Cummings se lembra ter pensado. “Eu sou apenas um cabeleireiro.”

Ele começou a fazer as pazes com agências do governo que há muito tempo haviam abandonado Vicco e contratou de volta um dos responsáveis pela manutenção que conhecia melhor do que ninguém os canos de água e como obter subvenções públicas para pagar o trabalho feito pela prefeitura. Agora, segundo ele, os canos reparados geram receita suficiente para contratar mais trabalhadores e restaurar a vida em Vicco.

Vicco foi um dos poucos municípios a receber um pedido no ano passado da Coligação Equidade, um grupo de defesa baseado em Kentucky para pessoas que são homossexuais, lésbicas, bissexuais ou transgêneros. Cummings tem uma irmã, Lee Etta, que participa na coligação. O pedido da coligação foi o de considerar a adoção de uma lei anti-homofobia.

Um advogado com visão para o futuro, Eric Ashley, diminuiu a proposta da coalizão de 28 páginas para apenas algumas páginas. Em seguida, o prefeito e a Comissão de quatro membros, todos homens heterossexuais, reuniuram-se em dezembro para uma primeira leitura e uma discussão que terminou com um voto de 4 a 0 a favor da lei.

Prefeito de Vicco, Johnny Cummings, prepara o cabelo de sua cliente Doris Shepherd no salão Scissors em Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

Prefeito de Vicco, Johnny Cummings, prepara o cabelo de sua cliente Doris Shepherd no salão Scissors em Vicco, Kentucky (Foto: NYT)

 

Os comissários faziam perguntas e tiravam suas dúvidas e Ashley fez o seu melhor para responder todas elas. Mas um comissário, Tim Engle, que conhece Johnny Cummings desde pequeno, disse que precisava mudar seu voto. “Tim afirmou que, devido à sua religião, tinha que votar contra o decreto acima mencionado”, disse um oficial que participou da reunião.

“Há vezes em que nós simplesmente não chegaremos a nenhum acordo, e por mim tudo bem”, disse Engle, de acordo com o jornal local, o Hazard Herald. “Para isso existem os debates… é por isso que esse grupo está aqui. Eu quero que eles façam o acham certo e o que acreditam que precisa ser feito.”

Claude Branson Jr., 56 anos, um mineiro de carvão aposentado que faz parte da Comissão – e o único comissário, ele orgulhosamente observa, com um corte de cabelo mullet – disse recentemente que a presença de Cummings não foi um fator crucial na votação quanto uma “maior perspectiva do mundo”. “Nós queremos que todos sejam tratados iguais e de maneira justa”, explicou.

Reportagem: Dan Barry, New York Times

Portaria determina que B.O. registre nome social e teor de crimes homofóbicos no Maranhão Resposta

Cristina Meneses assina portaria que definenomenclatura de crimes contra a homofobia

Cristina Meneses assina portaria que define
nomenclatura de crimes contra a homofobia

A delegada-geral de Polícia Civil do Maranhão, Cristina Meneses, assinou, nesta sexta-feira (15/2), portaria que disciplina o atendimento a ocorrências de crimes contra a comunidade LGBT. O documento determina que os boletins de ocorrência registrem o nome social da vítima e o teor do crime.

A ideia é que a nomenclarura específica direcione melhor as estratégias de segurança, com tratamento diferenciado desde o registro do B.O. “Estamos atendendo uma reivindicação do próprio segmento. Com a motivação de homofobia, as investigações podem chegar de uma maneira mais rápida à autoria desses crimes. Além disso, estamos efetivando uma política de Direitos Humanos”, ressaltou Maria Cristina.

Uma nova reunião ficou agendada para o primeiro semestre de março. O encontro pretende discutir as medidas com a Defensoria Pública e com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc).

Reportagem: G1

Travesti baleada no Rio Grande do Norte pode ter sido vítima de homofobia, diz polícia 1

José Maria da Silva, baleado na perna, foi socorrido ao hospital (Foto: Marcelino Neto)

José Maria da Silva, baleado na perna, foi socorrido ao hospital (Foto: Marcelino Neto)

Uma travesti de 25 anos, natural da cidade de Fortaleza, no Ceará, foi vítima de um atentado com arma de fogo na noite desta segunda-feira (11) no município de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Baleada na perna por suspeitos que estavam em um Gol de cor preta, José Maria da Silva (não consegui achar o nome social dela) foi socorrido ao hospital e não corre risco de morte. O crime foi registrado pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), órgão que auxilia as ações da Polícia Militar no estado.

A polícia acredita que José Maria pode ter sido vítima de homofobia. Segundo relatório, o travesti foi alvejado quando fazia ponto na Av. do Contorno, BR 304, nas proximidades da entrada do Hotel Vitória. De acordo com a própria vítima, o veículo parou de repente e um indivíduo, que estava no interior do carro, puxou a arma e efetuou um disparo. A bala atingiu a perna esquerda de José Maria, que disse não ter tido condições de reconhecer o suspeito.

Agentes da Ronda Ostensiva da Guarda Municipal de Mossoró prestaram os primeiros atendimentos à vítima e acionaram o Samu. José Maria foi socorrido ao Hospital Regional Tarcísio Maia e passa bem. A PM ainda realizou diligências nas imediações do hotel, mas não localizou os suspeitos.

Transexual é baleada no Paraná 4

Untitled-1

A Delegacia de Homicídios tem duas linhas de investigação para um homicídio ocorrido na noite de sexta-feita (8/2). A transexual Mônica Lewinski, nome social de Odair Xavier de Lima (38), levou um tiro na cabeça no quarto de pensão onde mora, no Centro de Curitiba (PR).

A primeira hipótese é que seja um crime de homofobia. A outra, é a de que foi engano. Monica foi socorrida em estado grave pelo Siate e encaminhada ao Hospital Cajuru, mas morreu na noite de sábado.

Uma amiga de Mônica, uma transexual identificada como Vanessa disse que morou no mesmo quarto da pensão onde Mônica estava. Por isto, levantou a possibilidade de engano. Na semana passada, Vanessa também estava com o taxista Sérgio Loureiro de Brito (34), que foi assassinado com vários tiros chegando na casa da namorada Vanessa, na Rua das Gaivotas, Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré.

Vanessa acredita que, nas duas ocasiões, ela era o alvo do assassino, que supostamente quer matá-la a mando da ex-mulher de seu falecido namorado. O delegado Rubens Recalcatti, da DH, disse que as duas hipóteses da morte de Mônica serão investigadas.

Travesti é encontrada morta perto de escola em Altos (PI) 1

morte

O corpo da travesti Joelma (nome social), identificada apenas como Laílson foi encontrado na manhã de sábado (9), nas proximidades do Colégio Maria do Ó, bairro Boca de Barro, em Altos (37 km de Teresina), no Piauí.

No local onde estava o corpo foram encontradas algumas cápsulas de bala. A vítima estava de bruços e com o rosto bastante ensanguentado.

Populares informaram à polícia que a travesti não tinha residência fixa, mas possuía familiares no bairro Tranqueira. A perícia foi feita e a polícia vai investigar se as câmeras de segurança de uma chácara que fica em frente ao local onde o corpo foi encontrado registrou o crime.
*Com informações do Portal Altos e cidadeverde.com

Travesti eleita Princesa Gay no Rio é espancada e jogada em linha de trem 4

Melissa postou sua foto no ensaio na Sapucaí com faixa de Princesa Gay (Foto: Reprodução / Facebook)

Melissa postou sua foto no ensaio na Sapucaí com faixa de Princesa Gay (Foto: Reprodução / Facebook)

A travesti Melissa (Mel) Freitas, nome social de Thiago Freitas, eleita princesa gay do carnaval de 2013, foi espancada e jogada de uma passarela sobre a linha do trem em Padre Miguel, Zona Oeste do Rio, na madrugada da última quinta-feira (31). Segundo policiais da 34º DP (Bangu), ela foi vítima da agressão após sair da quadra da escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel por volta das 2h.

Em depoimento, Melissa contou que estava em um conhecido ponto de prostituição de travestis entre as estações Guilherme da Silveira e Padre Miguel, quando dois homens pararam em um carro e vieram até o meio da passarela, que fica entre as ruas Ubatuba e Coronel Tamarindo.

Eles propuseram um programa sexual com a travesti, que caminhou em direção aos homens. No meio do caminho, a vítima desconfiou da aparência deles e negou o programa. Logo depois, os homens iniciaram as agressões que culminaram no empurrão na linha do trem.

Retrato falado de um dos agressores(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Retrato falado de um dos agressores
(Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Ainda segundo a polícia, há fortes indícios de que o crime de tentativa de homicídio tenha sido motivado por homofobia, e está em busca dos suspeitos. Os retratos falados indicaram que os agressores têm pele branca e altura na faixa de 1,85 m.

Um taxista que passava pelo local acionou os bombeiros e Melissa foi levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Ela teve os pés e a bacia fraturados e precisa de cirurgia. De acordo com amigos, deve ser transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde deve ser submetida a uma cirurgia.

Criminosos têm pele branca e altura na faixa de1,85 m (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Criminosos têm pele branca e altura na faixa de
1,85 m (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Bárbara Sheldon, amiga da vítima e Rainha Gay 2013, não acredita que o crime tenha sido premeditado e disse que Melissa seria uma das musas da Mocidade Independente de Padre Miguel e desfilaria também na escola de samba Unidos de Padre Miguel. Bárbara disse que esse tipo de crime foi uma surpresa. “O Rio de Janeiro é uma cidade muito tranqüila em relação a isso. Ficamos chocados com esse ato homofóbico.”

Fonte: G1

Às vésperas de voltar à TV, Rogéria diz que vive em um país sem preconceito 1

RogeriaPrestes a entrar em Lado a Lado (Rede Globo), Rogéria está radiante. Atriz, a loira, de 69 anos, dará vida à diva do teatro Alzira Celeste – mãe da personagem de Maria Padilha, Diva Celeste – na novela das 18h, como não poderia deixar de ser.

O humor sutil e irônico de Rogéria entra em cena no capítulo 136 (que vai ao ar no dia 12 de fevereiro) e ela ainda não sabe nem quando começa a gravar nem quanto tempo vai durar na trama de João Ximenes Braga e Cláudia Lage. Sentada em seu apartamento no Leme, bairro da zona sul carioca, a artista deixou o primeiro texto de lado para falar com o Purepeople contando que, apesar de ainda não saber detalhes sobre a personagem, está feliz de voltar à TV. Sem medo de polêmica, Rogéria, que se apresenta como a travesti da família brasileira, diz que o Brasil não é um país preconceituoso:

“Sempre faço shows, mas televisão é televisão. Estou feliz da vida porque meu país querido não tem preconceito. Vou fazer 70 anos. Tudo isso é um presentaço”, comemora. O aniversário, em maio, segundo ela, será intimista. Coisas da maturidade. Hoje, ela preza pelos poucos e bons. “Queriam fechar o Leme, mas cansei. Foram muitos aniversários, muitas festas”, recorda.

No bairro que escolheu, Rogéria optou por viver só. A atriz só viveu o casamento uma vez, aos 19 anos, com seu único grande amor. “Não conto o nome porque pode dar processo, sabe como são essas coisas. Mas para mim, só teve um… Só teve um porque a junção de sexo com amor, só consegui com ele. Os outros foram amantes”.

Sobre sua identidade de gênero, Rogéria diz: “Sou homem. Para homem, nada pega mal, meu amor. Sou um artista. A arte é independente do sexo”, afirma.

O interesse na mudança de sexo nunca existiu. Nesse ponto, prefere continuar sendo “ele” e se abster do efeito que denomina “buraco negro” advindo da cirurgia. “Rogéria é uma artista, não sou trans. Respeito elas, mas para mim, ser uma boa artista sempre foi suficiente”, afirma.

Por isso, o nome na identidade prevalece no masculino. “Deus me livre de mudar!! Sou Astolfo Barroso Pinto – Pinto que ainda tenho”, dispara.

Travesti é agredida duas vezes, em menos de três meses, no Paraná Resposta

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

Andrielly Vogue, em menos de três meses agredida duas vezes.

A travesti Andrielly Vogue, ex-candidata à Câmara Municipal de Curitiba, alega ter sido, mais uma vez, vítima de transfobia. Ela foi agredida em frente à sua casa, no balneário de Ipanema, no Pontal do Paraná (PR), na madrugada de segunda-feira (21).

Andrielly conta que se preparava para dormir, quando a sua casa começou a ser apedrejada. Ela também ouviu pessoas gritando: “É aí que mora o traveco!” Quando foi ver o que acontecia e pedir que as pessoas não destruíssem a sua residência, Adrielly alega que foi agredida. “Eram cinco homens e duas mulheres. Eles ficavam pedindo que elas batessem em mim. E elas ficavam dizendo ‘você é homem, não pode bater em mulher’, relatou Adrielly ao Paraná Online.

A vítima conta que, depois da terceira agressão, pegou uma garrafa que o próprio grupo derrubou no chão e acertou uma das moças. Assim como Adrielly, a jovem também foi cortada pelos estilhaçoes e ambas passaram por suturas no mesmo hospital. Andrielly registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de Ipanema.

Ano passado

Em novembro de 2012, Andrielly afirmou que foi agredida por um grupo de seis pessoas, em Paranaguá, no litoral do Paraná. “Fui atacada por cinco rapazes e uma moça. Levei socos, pontapés, ouvi injúrias e xingamentos”, contou.

Parnanguara, mas moradora da capital, Andrielly disse que estava na cidade litorânea há dez dias, trabalhando como ambulante na Festa de Nossa Senhora do Rocio. “Como no sábado estava chovendo e a festa mesmo já tinha acabado, decidi não abrir a barraca e dar uma volta. Foi aí que me encontraram e me espancaram. Ainda estou com as costas e os joelhos roxos”, relatou.

Segundo ela, o motivo mais provável do ataque seria homofobia ou transfobia, sentimento de aversão a travestis e transexuais, que incita a violência. “Não levaram dinheiro; só um boné e o meu celular de dois chips”.

A travesti foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a um hospital na Vila Divineia para atendimento. Depois de receber alta, voltou à capital e registrou o Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial, localizado no centro.

Procurada pela reportagem do Bonde, a Polícia Civil informou que recebeu o B.O., mas que o documento seria encaminhado à Delegacia de Paranaguá para investigação.

Como eu saí do armário: Jean Carlos 3

Me chamo Jean Carlos tenho 20 anos, sou estudante de Contabilidade, moro em Cascavel (PR).

+ Como eu saí do armário: Rafael Zveiter (criador do Entre Nós)

Desde pequeno sempre soube que era diferente dos outros meninos da família. Nunca me interessava por nada que eles faziam. Com o passar do tempo, me apaixonei por um cara que morava em minha rua, mas na época eu tinha uns sete anos. Suspirava sempre quando o via passar.

Fui crescendo e, para evitar falatórios, ficava com várias meninas, a ponto de namorar sério.

Quando fiquei com o primeiro menino chorei um monte para uma amiga minha, como se tivesse matado alguém, continuei com este menino por um tempo e ao ouvir uma conversa entre mim e ele, minha irmã mais nova  contou à minha mãe. Afastei-me do menino e minha mãe veio me perguntar se era verdade. Disse que sim, sua única resposta foi: “Se é para você ser feliz eu não posso interferir, vou te amar mesmo assim.”

Fiquei com medo do restante da família me repudiar. Esperei até completar 18 anos, reuni a família em minha festa e decidi contar a todos como era a minha vida e que se gostassem ou não, não iria me importar.

Todos no começo meio que se assustaram, mas família é família e a partir daquele dia senti mais o amor na forma como cada um deles me tratava.

A minha dica para quem está com medo de contar é que não se repreendam por uma coisa que nasce com nós, um sentimento inexplicavel e que por mais “estranho”  que seja para a sociedade, esse somos nós, com os mesmo direitos e deveres de todos!

Bom, esta é uma pequena parte da minha vida espero que sirva de exemplo pra alguém e este alguém espere a hora certa também, pois muitos pais ainda não aceitam esse tipo de coisa!

Uma ótima noite a vocês do blog. Adorei a ideia da postagem, pois assim, de alguma forma, contribuiremos para alguém sair do armário.

O blog quer ouvir você

Conte para o blog como foi a sua experiência de sair do armário. Envie uma mensagem com o seu nome, a sua profissão, a sua cidade, o seu estado e uma foto (opcional) para o email oblogentrenos@gmail.com. A mensagem deve ter o seguinte título: Como eu saí do armário. Se quiser anonimato, basta pedir.

Conheça a promotora que irá ajudar a combater a homofobia no Piauí 1

Promotora Myrian Lago Rocha ajudará a combater a homofobia no Piauí

Promotora Myrian Lago Rocha ajudará a combater a homofobia no Piauí

A promotora de justiça Myrian Lago Rocha foi indicada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) para integrar o Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia do Piauí, que dará início às suas atividades ainda em janeiro deste ano. Myrian Lago foi selecionada por uma comissão, da qual participaram Leo Mendes, consultor em direitos humanos da SDH, e Maria Laura dos Reis, Secretária Executiva do Centro de Referência LGBT da Secretaria Estadual de Assistência Social (SASC). A Promotora de Justiça aceitou imediatamente a proposta.

O Ministério Público do Piauí foi apontado como referência na defesa dos direitos humanos, e por isso o lançamento do comitê será realizado no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em data a ser definida.

A 49ª Promotoria de Justiça de Teresina é especializada na promoção da cidadania e na defesa dos direitos humanos, e tem atuado em prol das comunidades e dos grupos socialmente fragilizados. A homofobia é o termo cunhado para designar o sentimento de aversão, medo, discriminação e ódio às pessoas homossexuais.

O Ministério Público entende que condutas guiadas pela homofobia são nocivas a toda sociedade, pois alimentam a desigualdade e incitam a exclusão de vários cidadãos, que muitas vezes são atacados em sua dignidade. Por isso, a instituição assume o compromisso de coibir o preconceito, trabalhando pela conscientização de todos.