Prefeito evangélico de São Vicente (SP) quer acabar com espaços destinados aos LGBTs 5

Billi

O que você pode fazer? Entrar em contato com o prefeito eleito de São Vicente, Bili (PP), com um l mesmo, exigindo que ele trate os LGBTs da mesma maneira como trata os heterossexuais. Para falar com o prefeito Bili, clique aqui.

Absurdo! Prefeito evangélico de São Vicente (SP) quer acabar com espaços destinados aos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Nem mais, nem menos, queremos direitos iguais. Aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia, no Senado. Urgente!

Leia, a seguir, na íntegra, texto divulgado pela Comissão Suprapartidária LGBT, no Facebook:

Ontem (01/01), o País inteiro teve a posse dos senhores prefeitos e vereadores eleitos por nós na última Eleição de 2012.

Nosso querido Prefeito Eleito, Sr. Bili entre tantas falas no ato de sua posse, deixou claro que uma de suas lutas será exterminar com os espaços do público “gay”, uma das metas será a “Barraca da Cris”.

Sua primeira ordem foi de mandar a “Polícia Civil” ir logo cedo na manhã do dia primeiro na praia do Itararé nas proximidades da “Barraca da Cris”, para espantar os gays que por ali ainda estavam depois das festas de réveillon.

E assim ocorreu, quem estava cedo na praia foi abordado e convidado a se retirar, com a desculpa de bagunça e baderna, coisas que ocorreram todos os anos anteriores sem represária nenhuma.

Nossa Cidade não teve queima de fogos, não terá carnaval e a encenação que é o maior espetáculo a céu aberto do mundo, não terá verbas para contratar artistas globais.

Legal que nosso querido Prefeito não poupou verbas para comemorar sua vitória.

1. Fez um jantar de gala para os amigos íntimos, políticos e familiares no Ilha Porchat.
2. Fez uma mega Festa no Templo Sede da Assembleia de Deus de “SANTOS” com contratação de cantora Gospel.
3. Não satisfeito fez mais uma festa agora no templo da Assembleia de Deus do Campos Sales com a presença da cantora Shirley Carvalhaes.

Ou seja , parece que somente os evangélicos terão vez em seu mandato.

Prega-se respeito, respeitamos a religião dele, e ele não vai respeitar as diferenças, as escolhas, as opniões diferentes ou viveremos em tempos de Ditadura?

Fica a dica para esse coitado políticoo e sua trupe…..a massa “gay” de São Vicente é quase que maioria na cidade.

Ou nos respeita e nos trata como seres humanos normais comos seus irmãos evangélicos, ou temos poder para ir pras ruas e lutar pelos nossos direitos e tirar você do poder onde foi posto, quem muito quer nada tem.

Amigos, por favor, leiam e compartilhem em suas páginas.

Ativistas LGBTs são agredidos e presos na Rússia Resposta

Protesto Rússia

Mais uma vez, a Rússia dá um show de homofobia e desrespeito aos direitos humanos.

Ativista dos direitos LGBT foram agredidos durante um protesto contra a aprovação de um projeto que proíbe  manifestação a favor dos LGBTs. Pessoas homofóbicas atiraram ovos nos manifestantes, que defendiam mais liberdade na Rússia. O protesto foi em frente à Duma (Parlamento), em Moscou. Além das agressões, vários ativistas foram presos. Os ativistas garantem que, mesmo com a proibição, os protestos vão continuar.

+ Em São Petersburgo, lei pode banir propagandas gays e veicula homossexualidade à pedofilia

Rússia: Torcida do Zenit pede ao clube para não contratar gays, negros e latinos

+ Madonna será processada por deputado homofóbico e é criticada por gays na Rússia

+ Rússia: Lady Gaga será processada por defender direitos dos gays

E o Mundo Não se Acabou – Carmen Miranda Resposta

Carmen Miranda interpretando lindamente uma música de Assis Valente. Vamos ensaiar os passinhos até à meia-noite, ou melhor, às quatro da madrugada ( meia-noite na Guatemala, terra dos maias)? Que o fechamento do 13° baktun (período de 1444 dias, correspondente a um dos ciclos do calendário maia) seja o início de uma nova era no planeta Terra. Que possamos nos respeitar e aceitar as diferenças. Viva a pluralidade!

Paulo Paim é novo relator de projeto que criminaliza a homofobia Resposta

Senador Paulo Paim

Senador Paulo Paim

Entre em contato com o senador Paulo Paim, dizendo que você é a favor da aprovação do PLC 122/06! Não se esqueça de colocar o seu nome completo, cidade e estado. A sua participação é muito importante. Mande mensagem para:

1) Página pessoal do senador: http://www.senadorpaim.com.br/contato.php;

 2) Twitter do senador: https://twitter.com/paulopaim;

 3) Telefone do gabinete do senador:  telefones: (61) 3303-5227/5232 e FAX: (61) 3303-5235;

4) Correio eletrônico: paulopaim@senador.gov.br.

O senador Paulo Paim (PT-RS) informou que será o novo relator do PLC 122/06, na Comissão de Direitos Humanos (CDH). O projeto inclui a homofobia entre os crimes punidos pela lei de racismo, que já criminaliza a discriminação por religião, etnia e procedência nacional. O senador disse que vai buscar o consenso para levar o projeto à votação e aprovação na CDH.

A relatora do projeto na comissão era a senadora Marta Suplicy (PT-SP),  que deixou a relatoria do PLC 122 quando assumiu o Ministério da Cultura em setembro. Paim disse que desde então vem sendo pressionado por grupos favoráveis e contrários à criminalização da homofobia para indicar um relator.

Como forma de facilitar o entendimento, o senador acabou optando por tomar para si a função. Ele lembrou que não se trata de um projeto fácil de aprovar e que a matéria não foi votada antes a pedido da relatora, Marta Suplicy, que não via condições políticas de aprovação da matéria.

– Se o PL 122 fosse fácil de votar, nós já teríamos votado há muito tempo. Só a senadora Marta Suplicy, que foi vice-presidente do Senado, ficou com ele dois anos. Não é falta de boa vontade da comissão. O projeto não foi colocado em votação por outros presidentes, porque toda vez que foi colocado em votação, da forma que estava, o projeto seria derrotado – afirmou Paim.

O senador gaúcho disse vai tentar construir um acordo e que se não houver acordo o novo presidente da CDH no próximo ano poderá indicar outro relator para o projeto.

Em pesquisa feita em outubro pelo DataSenado sobre a reforma do Código Penal, 77% dos entrevistados se disseram favoráveis à criminalização da homofobia (saiba mais, clicando aqui).

Caso aprovado na CDH, a proposta ainda será votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo Plenário do Senado. No Senado, a matéria foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais em 2009, na forma de substitutivo da então senadora Fátima Cleide. O projeto havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em 2006.

*Reportagem: Silvia Gomide, da Agência Senado

Juiz de Goiás usa Facebook para chamar casamento civil igualitário de “aberração” 6

Juiz homofóbico

Quando a gente acha que já viu tudo no Facebook, lembra do caso de um conhecido cantor do Norte do País que chamou o casamento civil igualitário de “boiolagem escancarada” (para saber mais, clique aqui). Agora foi um juiz, isso mesmo, um juiz, uma pessoa que decide sobre a vida de outras milhares, detalhe, ele disse coisas bem mais graves, como você pode ler na imagem acima. Entenda melhor o caso:

O juiz Platão E. Ribeiro, que atua em Anápolis (50 km de Goiânia) usou o Facebook para se manifestar contra o casamento civil igualitário e provocou a reação da Comissão de Direito Homoafetivo da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Goiás (OAB-GO) e de entidades de defesa dos direitos dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Ao comentar no Facebook a imagem de um bolo de festa com bonecos do sexo masculino, em comemoração ao casamento civil igualitário aprovado pela Câmara dos Deputados do Uruguai (saiba mais, clicando aqui), o magistrado postou que “a chamada realidade não passa de uma aberração. Desses matrimônios nascerão cocôs, pois serão concebidos pela saída do esgoto”.

Após a publicação do comentário na última quarta-feira (12), o Conselho Estadual de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT) de Goiás decidiu por unanimidade divulgar uma nota oficial contra a postura do juiz.

O magistrado não foi localizado pela reportagem para comentar o caso.

Em nota, a presidente da Comissão de Direito Homoafetivo da OAB-GO, Chyntia Barcellos, lamentou o comentário de baixo calão feito pelo magistrado. Segundo ela, tal atitude, além de ser incompatível com o Estado Democrático de Direito, é atentatória à dignidade e igualdade de milhares de cidadãos brasileiros, preceitos consagrados pela Constituição Federal de 1988.

Chyntia disse ainda que a Comissão irá tomar medidas contra a postura do juiz, entre elas o encaminhamento do fato à Corregedoria do TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás). Ela reforça que o TJ-GO tem histórico de posicionar-se a favor das famílias homoafetivas mesmo antes da decisão do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a união homoafetiva como entidade familiar, equiparando-a em direitos e obrigações à união estável entre o homem e a mulher em maio de 2012.

Para Chyntia, a atitude do juiz é incompatível com a nova dinâmica social e os direitos adquiridos ao longo dos anos pelos homossexuais. Na nota, a presidente da Comissão de Direito Homoafetivo da OAB-GO informou que o primeiro casamento homossexual de Goiás será realizado nesta sexta-feira, 14, no 2º Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Notas, em Goiânia.  O casamento de Michele Generoso e Thaíse Prudente foi autorizado pelo juiz Sival Guerra Pires, da 3ª Vara de Família e Sucessões de Goiânia, no final de setembro.

Aposentadoria já

Espero que a Corregedoria do TJ-GO puna este magistrado exemplarmente. Ele não honra a toga que veste e demonstrou que não pode continuar a exercer o cargo de juiz. O Conselho Nacional de Justiça deve agir imediatamente.

Esgoto é o cérebro desta criatura que proferiu palavras repugnantes ao se referir aos homossexuais.

*Com informações de Lourdes Souza, do UOL

Rio Grande do Sul será o segundo estado a ter Comitê de Enfrentamento à Homofobia Resposta

Rio Grande do Sul

Para enfrentar os entraves no registro dos crimes de ódio que já tiraram a vida de quase 300 homossexuais ao longo de 2011, a Coordenadoria Nacional de Diversidade está instalando comitês de combate à impunidade nos estados.

O Rio Grande do Sul será o segundo estado a receber o Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia, que deve ser lançado até a próxima semana. A previsão inicial era realizar o lançamento em cerimônia no Palácio Piratini, nesta sexta-feira (14), com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Porém, o governador está em viagem com a presidenta Dilma Rousseff na Europa e o conflito de agenda não havia sido solucionado até o fechamento desta matéria.

No último dia 7, o estado do Acre foi o primeiro a inaugurar o Comitê proposto pelo governo federal (saiba mais, clicando aqui). A intenção é que o espaço seja um instrumento de mobilização para prevenção da violência contra a população LGBT e de cobrança das autoridades públicas sobre a devida investigação criminal dos crimes por homofobia.  “Isso não é algo que deve ficar apenas na luta dos movimentos LGBT. É um problema de toda a sociedade. Os principais problemas para o enfrentamento da homofobia são a invisibilidade dos crimes motivados pelo preconceito por orientação sexual e a falta de confiança dos homossexuais nos órgãos de segurança pública”, explica o coordenador Nacional de Diversidade Sexual, Gustavo Bernardes.

O governo federal apoia institucionalmente a criação dos Comitês de Enfrentamento à Homofobia, que serão mantidos pelos estados. A proposta é reunir os atores públicos e dialogar sobre as práticas de prevenção e criminalização da homofobia. “Estamos trabalhando para desconstruir a ideia dos crimes de ódio não serem registrados como tal. As polícias devem estar preparadas para atuar neste tipo de caso. Também vamos trabalhar com estes comitês para mobilização da aprovação do PLC 122”, falou o coordenador sobre o texto engavetado no Congresso Nacional há 10 anos e que prevê o crime por homofobia.

Observatório de entidades acompanhará trabalho do governo

Para acompanhar o trabalho do governo gaúcho neste tema, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) reuniu 60 entidades, entre universidades, movimentos sociais e instituições públicas. Nesta sexta-feira (14), em uma audiência pública, no auditório da Escola Superior de Magistratura, será lançado um Observatório Contra a Homofobia. A iniciativa se somará ao trabalho do Comitê Estadual proposto pelo governo federal.

“Nós estivemos em reunião com a ministra Maria do Rosário, que reconheceu a nossa intenção. Nós não vamos atuar de forma a interferir no trabalho de promoção de políticas públicas, que é tarefa do estado: vamos acompanhar o encaminhamento deste tema pelo governo”, explica o vice-presidente Administrativo da Ajuris, Eugenio Couto Terra.

O tema do encontro será “A Homofobia e as Instituições” e será abordado pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Henrique Nardy. Serão expostos dados científicos sobre a homofobia e haverá o relato pessoal de dois homossexuais que tiveram uma experiência positiva na conquista de direitos sociais. “Precisamos fomentar este debate na sociedade porque o preconceito é uma construção cultural que precisa ser modificada. Não temos ambiente de discussão sobre esta discriminação e a falta de conhecimento é, muitas vezes, a razão do preconceito”, fala Couto.

A motivação da Ajuris em liderar uma articulação das entidades, instituições e universidades partiu de um caso similar ao do jovem Lucas Fortuna. “Duas jovens foram assassinadas em Viamão, com possível motivação homofóbica. Conversamos com o delegado que disse que o caso se tratava de crime de assalto. Resolvemos seguir este debate com as entidades e promover alguma ação conjunta em relação a isso”, fala.

Desde abril deste ano o grupo passou a se reunir na sede da Ajuris e constituiu como primeira ação concreta a criação do Observatório Contra a Homofobia. O foco das ações e o tipo de atuação ainda serão discutidos na audiência de lançamento. Integram o grupo a ONG Somos, a Associação de Travestis e Transexuais do RS, Brigada Militar, Polícia Civil, Ordem dos Advogados do Brasil, Famurs, Serviço de Auxílio Jurídico Universitário da UFRGS (Saju), Ministério Público do Trabalho, Tribunal de Justiça do RS, cinco secretarias do governo gaúcho, entre outras entidades.

*Reportagem: Rachel Duarte, do Sul 21, com edição do blog.

Travesti eleita em Piracicaba pede via Facebook terno branco para a posse Resposta

Madalena

A primeira travesti eleita para a Câmara de Piracicaba (SP) iniciou nesta segunda-feira (3) uma campanha na internet para conseguir doações e tomar posse como vereadora, no dia 1º de janeiro de 2013, vestindo um terno branco. “Será que alguém poderia fazer a bondade de me dar um terno branco para o dia da minha posse? Infelizmente ainda não posso comprar. Conto com a ajuda de vocês!”, escreveu Madalena, cujo nome de batismo é Luiz Antônio Leite, na rede social Facebook.

Em pouco mais de uma hora, o recado da vereadora eleita tinha mais de 120 comentários, 90 “curtidas” e 15 compartilhamentos. Nos comentários, os amigos virtuais debatiam a melhor forma de atender o pedido. Alguns sugeriam a formação de uma “vaquinha” para a obtenção do dinheiro necessário. Outros se propuseram a ir com Madalena até o shopping para fazer a compra.

Segundo o assessor Felipe Bicudo, a ideia de mobilizar os eleitores e simpatizantes pela internet partiu da própria vereadora eleita. “Tem sim a questão da falta de dinheiro. Mas, independente disso, a Madalena quer que o terno branco da posse venha do povo. Ela quer sentir a participação das pessoas que gostam dela e que vão apoiá-la durante o mandato.”, disse ele ao portal G1.

O perfil de Madalena no Facebook tinha, até o início da noite desta segunda-feira, 4.993 amigos cadastrados. Além do terno branco, a vereadora eleita já decidiu que não vai abandonar o lenço na cabeça e o tamanco no dia da posse na Câmara. Os utensílios são a marca registrada da política, que atua como líder comunitária na região do bairro Boa Esperança há 25 anos.

“Pelo jeito, diante dessa enorme aceitação do público, daqui a pouco vai dar para comprar terno, gravata e até tamanco e lenços novos para a posse”, afirmou o assessor da vereadora eleita, que deverá divulgar na internet um número de conta corrente bancária para o depósito das doações em dinheiro.

Marco histórico

Aos 57 anos, Madalena teve 3.035 votos nas eleições de outubro (o segundo melhor desempenho do PSDB no pleito) e se tornou a primeira travesti eleita vereadora na história da cidade. Personagem folclórica para os piracicabanos, Madalena sempre chamou a atenção por andar pelas ruas usando roupas e acessórios femininos, mas decidiu utilizar terno e gravata na posse em respeito ao que o Poder Legislativo representa.

Nome de batismo

Logo após a eleição, em uma uma reunião de boas-vindas aos novos vereadores, Madalena pediu para ser identificada como Luiz Antonio Leite, seu nome de batismo, no painel eletrônico da Câmara, usado para contar as votações. “Pedi para usarem o nome de batismo para evitar que algum comentário maldoso e porque achei que ia dar algum problema se colocasse o apelido, mas se não tiver nenhum problema ainda posso mudar de ideia”, disse.

Laerte: “Fiz campanha eleitoral homofóbica” 1

Laerte é cartunista. Publica tiras no jornal Folha de S.Paulo. (Foto: Fábio Guinalz/Fotoarena/Folhapress)

Laerte, uma das personalidades mais engajadas e queridas do meio LGBT, travesti e bissexual, deu um depoimento corajoso à jornalista Thais Lazzeri, da revista Época. A cartunista se arrepende de ter feito material de campanha política ridicularizando os gays.

“Não tomo boas decisões. As coisas que deram certo foram fruto do acaso ou de eventos aleatórios. Eu me arrependo amargamente de algumas escolhas. Uma delas foi ter usado da homofobia numa campanha eleitoral.

“No começo dos anos 1980, eu e alguns amigos fundamos uma empresa para prestar serviços de assessoria de comunicação para campanha política. O movimento sindical estava fervendo. Fomos contratados pelos metalúrgicos da região do Grande ABC paulista e de São Paulo. Fazíamos jornais, folhetos de campanha salarial, prestávamos assessoria em diversos níveis, inclusive na época de eleições para a diretoria.

“A coordenação de São Paulo, que nos contratou, era feita pelo sindicalista Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão. Ela era muito hostilizada pela esquerda. Nas eleições do sindicato, a oposição organizou uma chapa para concorrer. O lema deles era ‘O gigante vai despertar’, querendo dizer que o sindicato precisava acordar, e eles fariam as mudanças necessárias.

“O gesto que lamento muito foi feito durante a apuração dos votos dessa eleição, quando a contagem mostrou que a diretoria para a qual trabalhávamos estava na frente. Abrimos um banner enorme que eu criei. Tive a ideia e o desenhei. Mostrava a figura de um gigante desmunhecando – em alusão ao personagem de nossos adversários. Era um gigante gay.

“Na hora, as pessoas envolvidas com nossa chapa acharam engraçado, ficaram debochando. A oposição, que já tinha feito muitas provocações e barbaridades, ficou enfurecida. No calor dos acontecimentos, meu sentido crítico baixou a quase zero. Não achei um problema. Passada a confusão, quem trabalhava comigo disse que aquela atitude foi ridícula.

“A consciência sobre aquele conteúdo só me veio anos depois. A responsabilidade foi inteiramente minha. Fui eu que pensei, bolei, propus e executei a campanha. E me arrependo de todas as formas. Foi ridículo, provocativo, despolitizado e homofóbico. Um exemplo de como transformar enfrentamento político em imaturidade.

“A questão da homofobia, na época tabu, hoje me toca. No correr dos anos, vim a me perceber e assumir como bissexual. Tenho a vivência da transgeneridade (inadequação do gênero ao comportamento social da pessoa), que me levou a uma expressão travesti. Ter feito aquele banner ganha ainda mais em amargura e arrependimento. Fui um idiota.

“Aprendi que esse tipo de golpe baixo não atrai simpatias nem acrescenta nada de positivo numa luta política. Em situações como essa, é preciso manter os termos do debate dentro do campo da argumentação e afastar as imbecilidades. Hoje, diante de um candidato que apele para a baixaria, procuraria denunciar e me afastar. Se ele tem valores que vão contra o que acredito, não merece meu voto.”

Travestis e transexuais já podem usar nome social no SUS em Curitiba 2

As pessoas que desejarem já podem ser chamadas pelo nome social no processo de atendimento nas unidades de saúde da prefeitura de Curitiba (PR). É a determinação da portaria assinada na semana passada, pela secretária municipal da Saúde, Eliane Chomatas, durante solenidade que reuniu representantes dos segmentos LGBT, além das secretarias municiais de Recursos Humanos, Educação e Defesa Social.

A norma será publicada em Diário Oficial, mas já começa a ser observada nas unidades de saúde. “Estamos orientando nossas equipes a fazerem o cadastro dos nomes sociais dos pacientes que nos procurarem para, a partir disso, a chamá-los por essa denominação”, explica a Secretária.

Eliane disse também que a portaria é mais um esforço da administração municipal para, partindo do exemplo, combater o preconceito e a violência que ele gera. “Nosso desejo é que essa disposição se espraie por todos os serviços públicos e segmentos do município”, declarou. Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, “é um passo firme rumo ao fim da homofobia, que será perdida pelos homofóbicos”, completou. “Isso é uma prova de respeito e cidadania”, resumiu a representante dos transsexuais e travestis, Carla Amaral, que já conseguiu tornar nome civil o nome social escolhido.

Preparação

A Secretaria Municipal da Saúde adaptou o formulário de cadastro ao prontuário eletrônico que atenderá tanto os travestis e os transsexuais quanto os heterossexuais. Abaixo do espaço reservado ao nome civil, foi aberto um campo para registro do nome social – pelo qual o usuário deverá ser chamado para consultas, coleta de exames e aplicação de vacinas, entre outros procedimentos.

No painel eletrônico dos centros de urgências médicas, por exemplo, é o nome social que deverá constar. A nova portaria amplia o entendimento da prefeitura sobre a questão do uso do nome social. No começo de novembro, o direito foi estendido aos servidores municipais. Desde então eles podem usá-los em todos os cadastrados de dados e informações funcionais – como registro de freqüência, formulários e correspondências internas, além do crachá.

Assim como no caso do servidor, que continuará usando o nome civil na assinatura de documentos na condição de representante do poder público, os pacientes do SUS em Curitiba também continuarão a usá-lo em situações que exijam o nome civil – como internações e cirurgias.

*Informações: Agência de Notícias da Aids