José Mayer é afastado de todas as produções da Globo Resposta

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Su Tonani e José Mayer

O ator José Mayer, acusado de assédio pela figurinista Su Tonani, foi afastado de todas as produções da Rede Globo. Leia a nota da emissora divulgada à imprensa:

Em relação à denuncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas. Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado. O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas”, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa. O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar. A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.

Manifestações de atrizes

Após negar o assédio, José Mayer voltou atrás e divulgou carta aberta se desculpando pelo ocorrido. Leia:

Carta aberta aos meus colegas e a todos, mas principalmente aos que agem e pensam como eu agi e pensava:

 Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora

Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço.

Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, nao sou.

Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são.

Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele. 

Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi.

A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança.

Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar.

Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária.

O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor.

José Mayer

Na manhã desta terça-feira, figurinistas, diretoras, atrizes e outras funcionárias da TV Globo se reuniram na emissora no antigo Projac, em Jacarepaguá, num ato de apoio à figurinista Su Tonani, que acusa o ator José Mayer de assédio sexual. A manifestação começou às 10h, simultaneamente ao uso das hashtags #MexeuComUmaMexeuComTodas e #ChegadeAssédio em redes sociais. Sem mencionar o nome de José Mayer, várias atrizes, entre elas Sophie Charlotte, Drica Moraes, Alice Wegman e Tainá Müller postaram fotos em suas redes sociais vestindo camisetas com a frase “mexeu com uma, mexeu com todas”. Gloria Pires, Grazi Massafera, Bruna Marquezine, Camila Pitanga e Taís Araujo compartilharam a frase.

José Mayer é afastado de novela após acusação de assédio Resposta

 

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José Mayer é afastado de novela

Após as acusações de assédio sexual (leia clicando aqui) feitas pela figurinista Su Tonani na Folha de São Paulo, a Rede Globo resolveu dar um descanso à imagem do ator José Mayer. O galã estava reservado por Aguinaldo Silva para “O Sétimo Guardião”, novela para o ano que vem. A avaliação da emissora é de que será necessário tempo fora do ar para evitar desgaste. Além disso: personagens sedutores nunca mais.

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Figurinista Su Tonani acusa José Mayer

 

O ator nega a acusação. “Respeito muito as mulheres, meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço a todos que não misturem ficção com realidade. As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra, não são minhas. Nesses 49 anos trabalhando como ator sempre busquei e encontrei respeito e confiança em todos que trabalham comigo.”, disse Mayer em nota.

Não é o que diz Letícia Sabatella. Em sua conta no Facebook, a atriz da Globo escreveu: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tornani, sinta-se apoiada em sua denúncia.” Letícia foi a única artista a se manifestar.

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Letícia Sabatella sai em defesa de Su

O texto diz que a emissora não comenta assuntos internos. No entanto, o canal diz que é contra a qualquer tipo de preconceito, violência e desrespeito. Além disso, uma das metas da empresa é zelas pelas relações entre os seus funcionários, a fim de que o trabalho sempre aconteça em um espaço de harmonia. “Todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade”. “As medidas necessárias estão sendo tomadas”, finaliza a emissora.

 

Vamos aguardar a apuração do caso pela TV Globo, já que a figurinista não denunciou à polícia, e ver quais providências serão tomadas pela emissora, já que afastar de novela não é propriamente punição.

“Moonlight”vence prêmio de associação LGBT Resposta

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Premiação de “Moonlight”

Depois de ganhar o Oscar 2017 de melhor filme, “Moonlight – Sob a Luz do Luar” segue colecionando prêmios. Agora, a produção recebeu a estatueta de Melhor Filme do GLAAD Media Awards, na noite deste sábado (1). A tradicional premiação é dedicada aos projetos que mais destacaram a comunidade LGBT nos EUA. As informações são do site The Hollywood Reporter.

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Cena de “Moonlight”

Produzido pela Vertical Entertainment, “Other People” recebeu o prêmio de Melhor Filme com Lançamento em Circuito Limitado, enquanto “Transparent” confirmou o favoritismo e ganhou entre as séries de comédia. “Shadowhunters” superou os conhecidos “Grey´s Anatomy”, “Orphan Black” e “How to Get Away With Murder” ao vencer em Melhor Série Dramática.

Queridinho do público de “Black Mirror”, “San Junipero” ganhou como Melhor Episódio de Série. Já “Eyewitness” recebeu o prêmio de Melhor Filme Para TV ou Minissérie. Neste ano, o GLAAD Media Awards chegou à 28a. edição em Los Angeles.

A Lei do Amor termina com recorde de casai gays, mas sem beijo na boca Resposta

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“A Lei do Amor”, novela das 21h, de Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari, exibiu seu último capítulo nesta sexta-feira (31) com um recorde: o maior número de casais gays de uma novela do horário nobre. Apesar da representatividade maior, com três romances homossexuais, a abordagem foi sutil e não passou nem perto do beijo protagonizado por Mateus Solano e Thiago Fragoso em Amor à Vida.

“Vejo isso como um retrocesso. Quando você mostra um casal gay, mas não se aproxima da realidade em que ele vive, é uma espécie de omissão à homofobia”, opina Agripino Magalhães, líder estadual da Aliança Nacional LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais).

“Dentro do estilo melodramático, considero que ‘A Lei do Amor’ cumpriu a sua função social na teledramaturgia. Também considero que o beijo gay deixou de ser exatamente uma questão”, contrapõe Mauro Alencar, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela Universidade de São Paulo.

Na novela, Zelito (Danilo Ferreira) conquistou o coração de Wesley (Gil Coelho) logo nos primeiros capítulos. O frentista se encantou pelo DJ, que foi assassinado a mando de Tião (José Mayer), e o romance foi abortado tragicamente.

Os autores deixaram para formar os outros dois casais gays só nesta última semana. Aliás, muitos casais gays são formados somente em finais de novela.

No capítulo de segunda (27), Wesley chamou Gledson (Raphael Ghanem) para sair, mas a cena teve só troca de olhares e sorrisos entre os dois, sem carinhos explícitos ou beijo. Por fim, depois de terminar com Misael (Tuca Andrada), Flávia (Maria Flor) aparecereu com uma namorada, Gabi (Fernanda Nobre), mas o romance também não foi explorado.

“Apesar da representatividade maior, o gay ainda é mostrado como aquela pessoa que ‘dá pinta’, que é motivo de chacota, ou muito superficialmente. Normalmente, não são personagens como um bancário, empresário, balconista, por exemplo, uma pessoa que pode constituir uma família e ter direito como qualquer outro”, analisa Magalhães.

Alencar acredita que o núcleo em que os personagens homossexuais são apresentados e a forma como se relacionam está relacionado ao estilo de cada escritor, não à imposição de rótulos. “Qualquer tema abordado na história da ficção mundial é retratado com diferentes intensidades. É isso o que diferencia um autor de outro”, opina.

*Com informações do “Notícias da TV”.

 Opinião

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre reclamei da falta de beijo gay em telenovelas. Mas mostrar casais gays, desde que não seja nos últimos capítulos, ou até mesmo uma família homoafetiva é melhor do que nada. No mais, já existem seriados inúmeros retratando de maneira honesta e aberta a homossexualidade.

E para você, beijo gay é importante ou não em uma novela?

Dia Histórico #FinalamoràVida Resposta

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Hoje é um dia histórico para a TV brasileira e para os LGBTs! O primeiro beijo entre homens da TV brasileira foi na minissérie “Queridos Amigos” (Rede Globo), da Maria Adelaide Amaral, mas foi entre um heterossexual e um gay. Hoje foi diferente.  Espero que um dia o beijo entre iguais (homoAFETIVO) deixe de ser um “beijo gay” e seja apenas um beijo. Parabéns, Walcyr Carrasco, parabéns, Mauro Mendonça Filho, parabéns, Rede Globo e principalmente, parabéns a todos os LGBTs que não são alienados e lutaram por isso há décadas.

Gugu Liberato é vítima de extorsão e teme por sua reputação, mas ele não tem reputação nenhuma 6

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Em comunicado enviado à imprensa, a assessoria do apresentador Gugu Liberato alega que ele está sendo vítima de extorsão. Uma quadrilha estaria ameaçando divulgar informações que, segundo a assessoria, são “falsas” e podem prejudicar a reputação, o trabalho e a família de Gugu.

Não foi revelado o conteúdo das informações, apenas que a “quadrilha se dispõe a procurar jornalistas” e que “qualquer outra fonte de informação (além de seu escritório de advocacia), por mais confiável que possa parecer, está de antemão formalmente desautorizada”.

Ainda de acordo com o comunicado, “Gugu Liberato já tomou todas as providências judiciais cabíveis para denunciar esse fato”. Seu advogado, Miguel Reale Jr ., já pediu abertura de inquérito ao Ministério Público e “representou à OAB-SP contra dois advogados que fazem parte da quadrilha”. O processo corre em segredo de Justiça.

Gugu, que há algum tempo andava fora das manchetes, voltou aos holofotes nas últimas semanas após bater Faustão e ao entrar no Instagram. O apresentador tem se mostrado bastante à vontade diante das câmeras e revelado um lado pouco conhecido.

Fonte: iG Gente

Opinião

Que reputação tem um apresentador que forja uma entrevista com um falso líder do PCC, como ele fez no SBT? A reputação do apresentador já está no esgoto há tempos. Eu gostava dele, quando ele dançava o “meu pintinho amarelinho cabe aqui na minha mão”, mas isso faz tempo. Sobre especulações a respeito de uma suposta homossexualidade dele, cada um dá o que é seu e eu não tenho nada a ver com isso.

Aslan Cabral, gay assumido do ‘BBB13’, mora com namorado em Recife. Veja fotos! 3

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O divertido Aslan Cabral, artista plástico pernambucano que estará na casa do Big Brother Brasil 13, é o único gay assumido do reality show. Ele namora o cirurgião pediátrico Arthur Aguiar e os dois moram juntos em Recife, capital de Pernambuco. Aslan completa 33 anos no dia 12 de janeiro, sendo o primeiro aniversariante já dentro do confinamento, que começa na próxima terça-feira (8) na Rede Globo.

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Aslan e Arthur estão juntos há mais de cinco anos e dividem um apartamento em Boa Viagem, bairro nobre de Recife, desde 2012. Antes, o casal morava junto com mais um amigo e duas amigas.

Segundo um amigo próximo ao artista plástico ouvido pelo Purepeople, o carisma do pernambucano conquista a todos e ele tem grandes chances de levar o prêmio. “Ele é só alegria, muito festeiro e muito inteligente. É bem politizado e consciente do que acontece ao seu redor. Aqui em Recife todos gostam muito dele”, disse a fonte, que preferiu não se identificar.

Um fato curioso de Aslan é que ele tem um jeito diferente de se divertir nos dias de chuva, entregou o amigo: “Às vezes, quando chovia, eu olhava pela janela e ele estava correndo de cueca, tomando banho de chuva pelo prédio”. Imagina nas festas do BBB?”

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Acostumado a fazer performances artísticas, Aslan fez um enorme sucesso na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, neste Réveillon. Com um megafone nos braços, o pernambucano brincava com quem passava por lá, desejando a todos um “feliz ano-novo”, sempre ao lado do namorado, com quem trocava beijos apaixonados e carinhos. O artista plástico chegou a cantar a música “Adeus Ano-Velho, Feliz Ano-Novo” no aparelho, e gritava dizendo que iria ficar por lá até o nascer do sol.

Em um momento, o novo BBB fez uma brincadeira com a multidão que curtia a festa por lá, já quase na manhã do dia 1º de janeiro, dizendo que uma marca de chocolates estava patrocinando toda a festa e que tinha escondido notas de R$ 100 pelas areias da praia. Muitos caíram na brincadeira e procuraram o dinheiro.

Saiba mais detalhes a respeito do vilão gay que Mateus Solano viverá na próxima novela das 21h 2

Mateus Solano

No dia 27 de setembro, o blog noticiou que o ator Mateus Solano viverá um vilão gay, na próxima novela das nove, Em Nome do Pai, escrita por Walcyr Carrasco e com direção de núcleo de Wolf Maya. O assunto foi muito debatido na página do blog, no Facebook. Confira agora mais detalhes da personagem:

Nome: Félix. Ele não será um gay assumido e, por isso, vai ser casado com Edith (Bárbara Paz). A mulher não sabe da orientação sexual do marido, com quem tem uma vida sexual mínima. Félix é descrito como venenoso, invejoso, manipulador e fingidor.

Está ansioso(a) para assistir à novela?

Thierry Figueira diz que daria beijo gay em novela, sem problema 5

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O ator Thierry Figueira (34) atualmente no ar como o Patrick de Balacobaco (Record), novela de Gisele Joras, com direção-geral de Edson Spinello, tem em seu currículo, quase 20 produções na televisão, ele já passou por três emissora diferentes: Globo, SBT e Record.

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O Patrick, de Balacobaco é um homossexual assumido, menos para os pais caipiras de seu melhor amigo, Breno Pedrosa, vivido por Léo Rosa. Na história, Patrick sonha em ser famoso através da carreira de ator ou apresentador de TV. Mas, sem nenhuma noção de interpretação, só consegue protagonizar um programa infantil vestido de pinguim.

“Meu personagem fica com um conflito interno porque apresenta um programa infantil, mas tem fobia de criança”, descreve.

Além da trama engraçada, Patrick tem chamado a atenção do público com seu figurino extremamente exagerado e por conta de seus trejeitos afeminados.

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“Tenho um amigo gay que fala que já estou dando pinta demais na novela”, brinca.

Para compor o papel, Thierry não se inspirou em ninguém especificamente. Entretanto, se aproximou mais do universo gay, conversando com ativistas da causa LGBT sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros –, indo a festas direcionadas para esse pblico e frequentando o point gay da praia de Ipanema, localizado na altura da rua Farme de Amoedo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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“Também observei muitos amigos homossexuais. Nunca tive preconceito, inclusive faria o beijo gay na novela sem problema nenhum”, oferece-se.

Balacobaco – Record – De segunda a sexta, às 22:15 horas.

Segunda vez

Na verdade, o Patrick de Balacobaco é o segundo personagem homossexual interpretado por Thierry Figueira. No começo de sua carreira, em 1996, o ator fez uma participação em Malhação como Gabriel, um jovem que não aceitava a própria orientação sexual. Na época, a homossexualidade ainda era um tabu pouco representado na tevê. E a novela “teen” colocou o assunto no centro dos debates.

“Aquele conflito do jovem gay em um produto para adolescentes foi essencial para as pessoas começarem a conhecer o universo homossexual”, acredita.

Hoje, a maioria das tramas contam com um personagem homossexual. Muitas vezes, sendo o típico gay engraçado, com gírias específicas e jeito afetado, assim como o Patrick.

“Agora as pessoas têm uma cabeça mais aberta. Pelo menos, entendo dessa forma. As pessoas têm de ser felizes independentemente da opção sexual”, esclarece.

Será que vai rolar beijo gay na emissora do bispo?

Transexuais invadem horário nobre da TV argentina Resposta

Transexuais em horário nobre argentino.

O seriado  La Viuda de Rafael (A Viúva de Rafael, em português), que estreou dia 13 na televisão argentina, retrata a luta dos transexuais pelo reconhecimento de seus direitos e para conseguir aprovar a lei do casamento igualitário.

Baseada no livro homônimo do escritor porto-riquenho Luis Daniel Santiago Estrada, a série com toques de comédia romântica, tem como protagonista Nina, uma travesti que, em um acidente, perde o amor de sua vida e, com isso, praticamente fica na rua.

“Nina vive como concubina de Rafael há mais de 15 anos. Mas, no primeiro capítulo, fica viúva porque Rafael sofre um acidente e morre. A família de Rafael tira tudo o que ela tinha e a deixam na rua”, conta à agência Efe Camila Sosa Villada, que dá vida a Nina. Assim começa para Nina ‘um roteiro não só para recuperar o que lhe corresponde como herança de Rafael, mas também para conseguir título de viúva”, relata a atriz.

A série, que tem 13 capítulos, é ambientada em 2009, antes da aprovação na Argentina da lei casamento igualitário, que não só permitiu as bodas entre pessoas do mesmo sexo, mas, além disso, reconheceu os direitos dos contraentes em caso de viuvez.

Camila destaca que sua personagem, antes de enviuvar, não era uma militante dos direitos dos transexuais, mas uma “princesa que vivia em uma caixa de vidro”. “Nina é quase a imagem burguesa de um transexual. É uma dona de casa, que ama  e vive para seu marido. Sofreu por não ter família e por isso pretende que os familiares de Rafael a aceitem. Mas se dá conta de que está sozinha no mundo, sai de seu conto de fadas e o enfrenta”.

A protagonista deve então se apoiar em suas três amigas transexuais, interpretadas por Maiamar Abrodos, atriz e militante pelos direitos dos transexuais, Gustavo Moro, ator transformista, e a atriz Jorgelina Vera.

A luta pela aprovação do casamento igualitário, ocorrida em 2010, é retratada em um dos capítulos do seriado.

“É uma comédia romântica, uma história de amor, que conta a luta de Nina para ser reconhecida como viúva e também  história de suas amigas transexuais, mas não a partir da marginalidade e sim dos seus problemas cotidianos”, disse à Efe, Laura Fernández, produtora executiva do programa.

Laura destacou que o programa também mostra como, a partir da aprovação da lei do casamento igualitário, Nina e suas amigas “podem começar a encontrar o seu lugar na vida”. “Acho que as pessoas vão se surpreender. Falamos de transexuais donas de casa”, comenta a produtora.

Produzida pela Atuel Producciones, a obra foi uma das ganhadoras do concurso organizado pelo Conselhor Interuniversitário Nacional e do Conselho Assessor do Sistema Argentino de Televisão Digital Terrestre para séries de prime time.

O projeto nasceu a partir de uma ideia do ator Tony Lestingi, que entrou em contato com Luis Daniel para adaptar seu romance para a TV.

Com direção de Estela Cristiani e roteiros do próprio Lestingi e de Marcelo Nacci, o elenco de La Viuda de Rafael também conta com Rita Cortese, Fabián Gianola, Luis Machín, e Alejo García Pintos.

O seriado é exibido em horário nobre pelo Canal 7 da TV pública argentina.