Fellipe Bastos, jogador do Vasco, é punido por canto homofóbico Resposta

Fellipe Bastos e funcionário. Foto: Reprodução Internet

Ocorreu nesta terça-feira (26), o julgamento de três jogadores de Vasco e Fluminense na 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) a respeito dos ocorridos no clássico do último dia 17, pela final da Taça Guanabara. O jogador que sofreu pena mais dura foi o volante do Vasco Fellipe Bastos, que pegou três jogos de suspensão por entoar cantos homofóbicos para os torcedores do Fluminense ao lado um membro da comissão técnica.

Bastos foi enquadrado nos artigos 243-G (ato discriminatório) e 258 (conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e poderia pegar até 16 partidas de gancho.

A exclusão do Fluminense da competição foi descartada no mesmo julgamento. Como os casos foram julgados em primeira instancia, todos podem entrar com recurso contra as decisões.

Fellipe Bastos pediu desculpas em um vídeo, dizendo que não tem nada contra “classe nenhuma”. O jogador também disse que a família dele está sendo ameaçada em função do ocorrido.



Sheik vai usar chuteira contra homofobia 1

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Após dar um selinho no amigo Isaac Azar e publicar a foto do beijo na internet, o atacante Emerson Sheik foi criticado por muitos torcedores do Corinthians.

Nesta semana, cinco integrantes da torcida organizada “Camisa 12” foram ao CT do clube e levaram cartazes homofóbicos com os seguintes dizeres: “Veado não”, “Aqui é lugar de homem” e “Vai beijar a PQP”.

Em resposta aos comentários, o jogador pediu o fim do ‘preconceito babaca’ no futebol e desculpas aos ofendidos.

Agora, para o jogo contra o Vasco, no próximo domingo, o corintiano vai ‘estrear’ uma chuteira nova, com as seguintes palavras nos calçados: “Fora preconcento” e “Gentileza”.

Nesta semana, a Polícia Cívil de São Paulo chamou o jogador e a “Camisa 12” para falarem sobre o caso. A polícia quer saber se Emerson se sentiu ameaçado pelos torcedores e se deseja representar formalmente uma queixa contra os corintianos.

Opinião

O selinho é válido, as declarações também, assim como a chuteira que Sheik usará, mas ele precisa representar uma queixa formal na polícia contra os torcedores homofóbicos. Preconceito a gente combate com educação e punição.