Maduro, com marqueteiro do PT, faz campanha homofóbica na Venezuela 1

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Marqueteiro do PT, João Santana, faz campanha homofóbica na Venezuela

Nicolás Maduro, na Venezuela, para vencer uma eleição, “acusa” o adversário de Henrique Capriles de ser gay. João Santana, marqueteiro do PT, foi o homem que cuidou da campanha de Hugo Chávez. Já fez uma peça publicitária para ser usada por Nicolas Maduro — o tal vídeo em que se anuncia a ressurreição de Chávez, assegurando que “ele nascerá de novo”.

Pois bem. Esta semana, ao se inscrever como candidato à eleição presidencial, Maduro discursou para uma multidão. Referindo-se a Henrique Capriles, o candidato da oposição, disse: “Eu, sim, tenho mulher, escutaram? Eu gosto de mulheres”. Em seguida, beijou a “companheira esposa”, que estava no palanque, onde se encontravam também seus filhos e netos. Capriles 40 anos, é solteiro. Em 2012, Maduro já o havia chamado de “maricón” (bicha) e agora se refere a ele como “senhorito”.

Caprilles respondeu de modo civilizado: “Quero enviar uma palavra de rechaço às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, na qual ninguém se sinta excluído por sua forma de pensar, seu credo, sua orientação sexual”.

Mesma questão, com o mesmo marqueteiro

Pois é… Já vimos coisa parecida no Brasil. Em 2008, João Santana era o marqueteiro de Marta Suplicy (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. E ele não teve constrangimento nenhum em levar ao ar a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?”.

Se foi Santana ou não a instruir Maduro a tanger a corda da homofobia, isso não sabemos. Mas que há uma coincidência de abordagens, isso é inequívoco, não é mesmo?

Com informações de Veja

Venezuela: Capriles rechaça declarações ‘homofóbicas’ de Maduro 2

Henrique Capriles Radonski

Henrique Capriles Radonski

O candidato presidencial da oposição na Venezuela, Henrique Capriles Radonski, rechaçou as declarações consideradas por ele como “homofóbicas” do presidente interino, Nicolás Maduro.

“O problema, Nicolás, é você. Você é o problema. Direi isso muitas vezes. Está há 100 dias no governo, e já teve 50% de desaprovação. Tudo que tem feito foi se esconder na imagem do presidente [Hugo Chávez, morto na semana passada]. Deixem que o presidente descanse em paz”, disse Capriles em uma entrevista em Caracas.

O candidato opositor qualificou de “fascistas, de extrema direita” as palavras de Maduro que insinuam que Capriles é gay por ser solteiro.

“Isto é fascismo e eu vou pedir respeito, porque eu quero um país de inclusão”, destacou ele.

O candidato também classificou de xenófoba a declaração de Maduro sobre “as crianças de sobrenome” e recordou que o governo tem muitas pessoas com sobrenomes provenientes de outros países.

Capriles destacou que “não há nem uma só palavra minha que ofenda a família do presidente Chávez. Se existe uma palavra na qual ofendi a família do presidente, eu me retrato publicamente”.

O candidato opositor disse ainda que se afastou do cargo de governador do estado de Miranda para atender às exigências eleitorais em vista das eleições de 14 de abril.

Fonte: ANSA

Candidatos vivem ‘fantasia de uma noite’ em Miss Venezuela Gay Resposta

A Venezuela é conhecida por ser o “país das misses”, devido ao grande número de venezuelanas nos concursos internacionais de beleza.

Mas o país também possui um concurso voltado para a comunidade LGBT. A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, foi ao concurso para mostrar os bastidores do evento.

O objetivo, segundo o organizador, é criar uma noite de “fantasia” para os participantes, que – com ajuda de maquiagem e diversos outros recursos – se transformam em belas modelos. Confira tudo, clicando aqui.