Xuxa critica censura aos LGBTs e preconceito: “é crime” Resposta

Foto: Instagram

Preciso falar pois estou engasgada e atordoada, sobre a censura do beijo gay na Bienal do Rio de Janeiro.Vamos lá: me manifestei  a favor da . demonstração de amor entre duas pessoas. Fui aplaudida por uns, apedrejada, criticada e ofendida por outros. Não respondi às críticas como queria e isso foi me fazendo um mal danado. Por isso, mais uma vez, usarei minha coluna como meu divã – já que não tenho terapeuta, vai ser com vocês mesmo.

Se discriminação e preconceito são crimes, como isso pode passar sem nenhuma advertência ou mesmo um pedido de desculpa à população? Tentei entender os lados e não consegui, pois se o beijo fosse entre um homem e uma mulher, não seria censurado. Então por que entre dois homens ou duas mulheres é? Isso é discriminação com todo o grupo de pessoas: homossexuais, LGBTQs…

Vamos tentar entender: se você ler livros para jovens e crianças com brigas e lutas não é censurado. Mas você não estaria estimulado o ódio? Mas um afeto, um gesto de demonstração de carinho é? Li uma pessoa na minha página dizendo: “Não gosto de demonstração de carinho em público.” Era só um livro ou estou louca? Mas, nas ruas, se for uma briga junta gente para aplaudir, gravar, torcer… E um beijo você vira a cara e não gosta de ver?

Tem algo muito errado. Li também: “Você é contra a família”. Como assim? Se algum membro da família é gay, deixa de ser família? Ouvi uma pessoa falar: “O que dizer pra uma criança (no caso sua neta) quando ela vir dois homens se beijando?” Diga que são seres humanos demonstrando amor, carinho e afeto. É amor.

Li também (essa é a pior): “Deus não gosta disso”. Deus disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Ele não falou o próximo de outro sexo como a ti mesmo. Se Deus é amor, Deus aceita, compreende e o ama também. Censurar os gays é crime disfarçado de censura, pois discriminação é crime. Preconceito é crime. Depois dessa notícia soube que um casal de meninos se beijou (um selinho) em um ônibus, o motorista mandou que saíssem e bateu demais no rosto dos dois.

Ou seja, amor gera amor, gentileza gera gentileza e esse ato estimulou o ódio. Essa censura estimula mais preconceito. Esse motorista se viu no direito de fazer o que fez e pasmem, não pagará por isso? Não importa se você é político ou motorista de ônibus. Se você tem uma religião ou não: julgar um ato de amor como um erro é mais errado ainda.

E para me deixar mais zonza ainda, li uma pessoa dizendo: “Só falta ver desenhos de crianças transando com adultos”. Não meu senhor, não! Isso também é crime: é pedofilia.

Vamos esclarecer as coisas: crianças, jovens, adultos, seres humanos vieram ao mundo pra amar e serem amados. Essa é a Lei de Deus. O resto pode ser considerado censura.

Ex-primeira-dama francesa, Carla Bruni defende casamento civil igualitário Resposta

Carla Bruni

A ex-primeira-dama Carla Bruni está na capa da revista Vogue francesa de dezembro. Na entrevista da edição especial, ela se declara “a favor do casamento homossexual e da adoção” por casais do mesmo sexo. Mas ela acrescenta que a opinião não é a mesma do marido, o ex-presidente Nicolas Sarkozy.

 “Sou favorável à questão, pois tenho muitos amigos – homens e mulheres – que se enquadram nessa situação e não vejo nada de instável ou de perverso em relação às famílias com pais homossexuais”. Carla diz ainda que talvez esses casais até tenham um empenho maior como pais, por causa das cobranças da sociedade.
A questão do casamento gay e a adoção de crianças por casais homossexuais é um debate que vem dividindo a sociedade francesa. Os tópicos são promessas de campanha do atual presidente francês, François Hollande, e devem ser debatidas no parlamento no começo de 2013.

A ex-top model e cantora explica que Sarkozy “tende a ser contra por ser um político”, comprometido com visões mais gerais da sociedade. Questionada sobre o futuro do ex-presidente, Carla desvia o rumo e diz que não tem mais vontade de falar no assunto. “Não tenho mais vontade, nem a obrigação de falar sobre um mundo que me ensinou muito, que me abriu os olhos e o espirito, mas que no fundo não é o meu”, declarou.

Carla Bruni afirma ainda que não é “militante feminista” e assume seu lado burguês. “Minha geração não tem mais necessidade de ser feminista, as pioneiras já abriram esse caminho”, diz? “Adoro minha vida de família, de fazer as mesmas coisas todos os dias, de ter um marido, sou uma verdadeira burguesa”, conclui a ex-primeira-dama.

Revolta

A cantora e ex-primeira-dama da França, após tais declarações sobre as feministas, foi alvo de protesto no Twitter. Carla reconheceu que suas palavras foram infelizes e mal interpretadas.

“Essa frase ficou meio estranha e reflete equivocadamente meu pensamento. Deveria ter dito assim: Eu, pessoalmente, jamais senti a necessidade de ser uma ativista feminista”, assinalou a cantora em uma entrevista concedida à revista Elle em sua edição online. Detalhe: a revista Elle é concorrente da Vogue.

“Se ser feminista é reivindicar a liberdade e, por isso, imagino que sou. Mas não sei se isso significa se envolver de maneira ativa no combate que algumas mulheres mantêm ainda hoje”, precisou a cantora na última edição da revista Elle.

A senhora Sarkozy também afirmou ter compreendido a polêmica gerada e assegurou que, embora “admira muita sua coragem”, decidiu dedicar sua energia a outras causas, como a luta contra a aids, através da fundação que leva seu nome, e o acesso à cultura e educação para todos.

Na entrevista concedida a Elle, Carla Bruni, que desde sua saída do Palácio do Eliseu multiplicou sua aparição na imprensa em nível pessoal, também fez questão esclarecer que já defendeu a causa feminista e, se for “útil e justificável”, voltará a defendê-lo.

Para completar, a cantora ainda fez questão de ressaltar que sua resposta, na qual afirmava que era “uma burguesa”, estava fora de contexto e que, “fora de contexto, qualquer frase isolada tem muito pouco significado e muito pouco interesse”.