Preta Gil comete gafe no programa #Esquenta! Resposta

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

Preta Gil comete gafe no “Esquenta!” (Foto: Esquenta! / TV Globo)

A cantora Preta Gil cometeu uma gafe no programa Esquenta(Rede Globo) exibido no último domingo (18/08). A engajada filha de Gilberto Gil disse para Daniela Mercury que não se sentia mais só, se referindo ao fato de a baiana ter saído do armário recentemente, e assumido o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa. Acontece que Preta se esqueceu de outros artistas que assumiram a homossexualidade ou a bissexualidade, alguns antes dela, inclusive, como Cazuza, Renato Russo, Ney Matogrosso, Edson Cordeiro e Ana Carolina, só para citar alguns da música brasileira.

“Eu não me sinto mais só”, disse Preta, como se fosse pioneira ao assumir a sua bissexualidade, o que não é verdade. Preta também falou do preconceito que sofreu:  “As pessoas não me conheciam, não sabiam quais eram os meus valores reais como ser humano, antes de julgar minha música, falavam: ‘Ih, aquela filha do Gil que é maluca falou que é gay…’”.

Diferente da colega, Daniela Mercury disse que não sofreu preconceito algum ao sair do armário: “Ninguém fez cara feia para mim, pelo contrário, as pessoas diziam: ‘Você deu uma sacudida no Brasil’”.

O programa Esquenta!, comandado pela apresentadora Regina Casé, discutiu a homofobia, com a participação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, das cantoras Daniela Mercury e Preta Gil,  e dos atores  Marcello Antony e Thiago Fragoso, que interpretam Eron (gay) e Niko (bissexual) na novela Amor à Vida (Rede Globo), de Walcyr Carrasco, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.

Opinião

Tanto Preta, quanto Daniela sacudiram o Brasil em momentos distintos, em que o conservadorismo parecia predominar: a primeira, quando acusou o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de racismo e a segunda, quando as atenções do Brasil estavam voltadas para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Ponto para as duas!

Capítulo de “Amor à Vida” foi mais importante do que uma Parada Gay 2

AmoràVida

O que eu vi na novela “Amor à Vida”, na noite da última quinta-feira (01/08) foi surpreendente. Eu já esperava que o autor Walcyr Carrasco fosse tratar da questão da homossexualidade de maneira primorosa, tendo em vista a maneira ousada como ele abordou o tema em “Morde & Assopra”, até dois homens deitados na mesma cama ele conseguiu colocar, às 19h, claro que um dos personagens não era gay. Mas a cena me chamou muito a atenção. O que eu não esperava era que a direção da Rede Globo fosse permitir que se falasse em orientação sexual, entre outros assuntos.

O assunto foi praticamente a homossexualidade. O texto na boca de atrizes experientes e queridas do público como Nathalia Timberg e Susana Vieira deram mais credibilidade ainda à novela. O diálogo entre avó, mãe e filho (um Mateus Solano perfeito) foi emocionante. E o que dizer da hipocrisia de César, que trai a mulher, conversando com a sua amante sobre a homossexualidade do filho. Ambos reprovando, naturalmente. Quando César (Antonio Fagundes dando show, novidade) perguntou ao filho quem era a mulher da relação, ele falou o que muitos brasileiros pensam, mas não têm coragem de dizer.

Os capítulos de quinta-feira e sexta-feira, valeram mais do que uma Parada Gay, pois uma novela das nove atinge milhões de telespectadores, de classes sociais e credos diferentes. Parabéns à direção da Rede Globo, parabéns ao autor Walcyr Carrasco, aos seus colaboradores e a todos os atores envolvidos nesta trama. Só falta liberar de uma vez por todas o beijo gay.

Walcyr Carrasco mostra em “Amor à Vida” que não existe “opção sexual” 1

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Félix confessa sua atração por homens e implora para Edith não se divorciar

Esta semana (23/5) foi ao ar em “Amor à Vida” (horário nobre), a nova novela das nove da Rede Globo, uma cena que entrou para a história da TV. Pela primeira vez na teledramaturgia, um personagem gay diz com todas as palavras que a expressão “opção sexual” não existe.

Félix, personagem interpretado por Mateus Solano,confessa sua atração por homens e implora para Edith (Bábara Paz) não se divorciar. Ajoelhado, ele diz sofreu perseguições na infância, devido ao seu jeito efeminado e falou da luta contra a sua própria homossexualidade. Ambos os atores deram um show de interpretação, mas foi o texto sensível e extremamente real do autor Walcyr Carrasco que me chamou atenção. Fica bem evidente na cena o que uma pessoa reprimida sexualmente é capaz de fazer: ser autodestrutiva e, também, destruir com a vida de alguém.

A novela promete, claro que as cenas homoeróticas serão sutis, pois a direção da Rede Globo assim acha adequado, mas ainda entrará no ar um personagem gay e outro bissexual (leia no próximo post). E além disso, uma ex-piriguete, evangélica. É o Brasil sendo retratado na TV. “Amor à Vida” promete. E o Félix já é o meu vilão favorito.

Veja a cena, clicando aqui.

Walcyr Carrasco estreia novela na Globo com vilão gay; “o pastor Marco Feliciano aprovaria” 2

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É na escrita que o autor afirma se realizar. “Gosto de escrever novela, não tenho problema em fazer uma atrás da outra.” Desde 2000, quando estreou na Globo com o sucesso O Cravo e a Rosa, emendou dez produções -para as 18h, para as 19h e, em 2012, Gabriela, para as 23h.

Neste mês, a novidade: Carrasco está lançando seu primeiro romance adulto, Juntos para Sempre, com histórias de amor e de espiritualismo. O anterior misturava ficção e realidade.

“Nunca se leu tanto no Brasil. Até por isso, o livro vai ter preço popular. Mas prefiro não usar o termo filão. Isso implica que estou tentando faturar… Sou uma pessoa muito tranquila, na medida em que eu realmente vivo da televisão. E sou feliz”, diz.

No mês que vem ele chegará, finalmente, ao horário nobre da TV Globo: está escrevendo Amor à Vida, folhetim que sucederá Salve Jorge às 21h. Teve uma breve experiência na faixa em 2002, quando o autor de Esperança, Benedito Ruy Barbosa, se afastou por problemas de saúde.

Ele diz achar “uma bobagem essa história de clube fechado”, em que os mesmos autores (Manoel Carlos, Gilberto Braga, Gloria Perez, Aguinaldo Silva, Silvio de Abreu e, mais recentemente, João Emanuel Carneiro) teriam a preferência de escrever para o horário nobre, dedicando-se quase que exclusivamente a ele. “Autor tem que se exercitar em todos os horários. Depois dessa, já avisei que escreverei uma história para as 18h.”

Come um pastel, preparado pela empregada Adriana, grávida de sete meses. Durante a entrevista, consome outros dois quitutes e dois cafés. “Tenho que aproveitar enquanto ela está aqui”, diz. Quer iniciar uma dieta. “De só 600 calorias por dia.”

Se a narrativa de Juntos para Sempre, sobre um amor que atravessa séculos e reencarnações, lhe foi “soprada num sonho” durante uma viagem para a África do Sul, a do novo folhetim lhe consome tardes e noites.

Amor à Vida será um novelão clássico, sobre relações familiares e amorosas, ambientada em um hospital paulistano. A família principal é tradicional, cheia de segredos que vão se revelando ao longo dos capítulos.”

“Tem o casal gay que quer ter um filho por inseminação e contrata uma barriga de aluguel. Com eles eu não vou brincar. É realmente para mostrar a existência dessa nova família. Não há crítica. É um casal gay estabelecido.” Thiago Fragoso, Marcello Anthony e Danielle Winits estarão nesse núcleo da história.

Ele vai mexer também em um tabu de décadas: nas novelas, gays são sempre personagens “do bem”. Na trama de Carrasco, o vilão será um homossexual. “O personagem já existia antes do aparecimento do pastor Feliciano”, ironiza, referindo-se ao deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara que está sendo alvo de críticas por já ter dado declarações consideradas homofóbicas, racistas e misóginas.

“Estou escrevendo a novela há um ano. Mas, de certa maneira, é um tipo que o Feliciano aprovaria, porque não se expõe. É o gay no armário, casado e com filho.” Mateus Solano está no papel.

Já foi atacado no twitter por causa do personagem. “Não quer dizer que todos os gays sejam maus, quer dizer que esse personagem é mau e é gay. O politicamente correto virou uma obsessão. Sempre vão arranjar um motivo para dizer que tal obra não deveria ir ao ar por esse ou por aquele motivo.”

Ainda não sabe se vai incluir um beijo gay no folhetim. “No Brasil, qualquer casal gay pode se beijar onde quiser e ninguém pode falar nada. Mas esse direito não é exercido, só em locais específicos. O que se cobra da TV é que ela dê um passo que os próprios homossexuais não deram, que é o de assumir o seu espaço. Essa é a visão da Globo. E eu sou um funcionário.”

Bebe um gole de café e continua: “Estou preocupado com a questão do beijo gay. Acho que você pode escrever que talvez possa rolar, mas não é algo que esteja planejado. Não como um grande acontecimento. Se rolar vai ser algo totalmente cotidiano, sem bater nos tambores. Tem que ser visto como algo corriqueiro”.

Diz acreditar que o público não é conservador. “Travestis são eleitos no interior do Nordeste para deputado, para vereador, em lugares que nunca imaginaríamos. Tenho a impressão é que há grupos conservadores na sociedade que fazem muito barulho porque dão surra, gritam. Existe uma onda de conservadorismo insuflada por algumas igrejas evangélicas.”

Evangélicos também terão espaço em Amor à Vida. A personagem da humorista Tatá Werneck sofrerá uma transformação: periguete que tenta engravidar de jogadores, ela vai se converter.

“Tive um tio que era pastor presbiteriano. A minha única tia viva, irmã da minha mãe, é evangélica. Existem dois tipos: o mais tradicional, que costuma ser bem bacana, e o de algumas igrejas radicais, que insuflam e pedem dinheiro. São esses que fazem muito barulho e escândalo.”

Polêmicas não visam o Ibope, diz. “Vivemos uma contradição. O mercado anunciante está satisfeito. Os jornalistas, não.” Mesmo com audiência mais baixa do que as de outras décadas, “a Globo faturou mais em 2012 do que nos outros anos”.

“A audiência é um prisma americano de se enxergar o trabalho criativo. Bom é o que faz sucesso. Então, Guimarães Rosa é uma merda. Lygia Fagundes Telles também. São autores excelentes, mas que vendem pouco.”

Ficou surpreso ao receber um bônus salarial por Gabriela, que teve média de 19 pontos. “Estava acostumado com outros números. A imprensa estava em cima, fiquei até um pouco foragido.”

Sempre que pode, recebe amigos em sua cobertura em Higienópolis e prepara o jantar. É sushiman certificado. Tem ainda uma casa no Pacaembu, outra na Granja Viana e um apartamento no Rio.

Gabriel Chalita (PMDB-SP) é convidado e amigo. Está às voltas com acusações de irregularidades de quando foi secretário da Educação. “Confio nele. Mas não me envolvo com política. Num passado distante, fui da esquerda radical e vi como minhas opiniões estavam erradas.”

Fonte: Folha de São Paulo

Opinião

Acho ótimo que Amor à Vida tenha personagens gays, bissexuais e evangélicos. Viva a diversidade. É assim que uma novela tem que ser.

Sobre beijo gay, acho improvável. Não é verdade que uma novela tenha apenas que reproduzir o que acontece nas ruas. Nem sempre foi assim. Novela ditava moda, levava aos lares brasileiros temas tabus, e já se vê beijo gay em diversos lugares de grandes cidades.

Com relação a vilão gay, a história da humanidade está aí para provar que, sim, existem muitos vilões gays. Aliás, gays, são seres humanos como outros qualquer e podem, sim, serem maus.

Sou fã do Walcyr Carrasco, que colocou a primeira negra protagonista de uma novela, na extinta TV Manchete, em Xica da Silva. Vamos ver como esses temas serão abordados na novela.

Nova novela das nove da Rede Globo terá quatro personagens gays 6

 

Marcello Antony deverá estar em “Em Nome do Pai”

Marcello Antony deverá estar em “Em Nome do Pai”

Próxima novela das nove, Em Nome do Pai promete causar bafafá com personagens gays. O folhetim terá quatro atores encarnando papéis homoafetivos. Um deles, inclusive, será o grande vilão da história, Felix, vivido por Mateus Solano. O personagem esconde da esposa Judith (Bárbara Paz) que é um gay enrustido.

 

A trama terá ainda o caso de um “ex-gay”, que pode deixar de ter relações com outros homens para viver uma relação séria com uma mulher, papel que pode ficar com Danielle Winits. Marcello Antony é um dos cotados para o papel. Aliás, pode rolar um “duplo-triângulo amoroso” nesse caso. Os personagens de Danielle e Marcello podem, além de se relacionarem entre si, dividir o mesmo homem. Seria abordada, então, a bissexualidade.

 

A trama terá outro um gay, que mantém uma união estável com outro rapaz. Um deles é pai biológico de uma criança, que vive com o casal. Nesta trama seria abordada, portanto, a criação de crianças por casais homoafetivos.

 

De autoria de Walcyr Carrasco com direção-geral de Mauro Mendonça Filho e direção de núcleo de Wolf Maya, Em Nome do Pai, título provisório, tem estreia prevista para 10 de junho, em substituição à Salve Jorge, de Glória Perez.

Saiba mais detalhes a respeito do vilão gay que Mateus Solano viverá na próxima novela das 21h 2

Mateus Solano

No dia 27 de setembro, o blog noticiou que o ator Mateus Solano viverá um vilão gay, na próxima novela das nove, Em Nome do Pai, escrita por Walcyr Carrasco e com direção de núcleo de Wolf Maya. O assunto foi muito debatido na página do blog, no Facebook. Confira agora mais detalhes da personagem:

Nome: Félix. Ele não será um gay assumido e, por isso, vai ser casado com Edith (Bárbara Paz). A mulher não sabe da orientação sexual do marido, com quem tem uma vida sexual mínima. Félix é descrito como venenoso, invejoso, manipulador e fingidor.

Está ansioso(a) para assistir à novela?

Mateus Solano viverá vilão gay na próxima novela das 9 7

Mateus Solano deve interpretar um vilão homossexual na próxima novela das nove.

Depois de interpretar um gay no filme Novela das Oito (clique aqui e confira), o ator Mateus Solano viverá outro homossexual, agora na próxima novela das nove, Em Nome do Pai, programada para estrear no primeiro semestre de 2013, na Globo, que está sendo escrita por Walcyr Carrasco, com direção de núcleo de Wolf Maya. Na trama, o vilão esconderá a sua homossexualidade por trás de um casamento de fachada, com uma mulher bonita e desejável. As duas últimas novelas feitas por Mateus também foram escritas por Walcyr Carrasco. Vai ter muita gente se apaixonando pelo vilão…